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	<title>Arquivos Tendências &#8226; Glic Fàs</title>
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	<description>Consultoria em gestão de negócios, projetos e riscos</description>
	<lastBuildDate>Tue, 12 Jan 2021 21:14:12 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
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		<title>Segurança cibernética para trabalho remoto</title>
		<link>https://glicfas.com.br/seguranca-cibernetica-home-office/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Freitas Camargo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Dec 2020 11:00:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão de negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Tendências]]></category>
		<category><![CDATA[Transformação digital]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Melhore a segurança cibernética dos equipamentos utilizados pelos colaboradores em home office. Confira nossas 5 dicas.</p>
<p>O post <a href="https://glicfas.com.br/seguranca-cibernetica-home-office/">Segurança cibernética para trabalho remoto</a> apareceu primeiro em <a href="https://glicfas.com.br">Glic Fàs</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Por questões de economia e logística, o home office é uma tendência que foi se expandindo ao longo dos anos. No exterior, algumas empresas aderiram à prática, se não inteiramente, pelo menos dando a oportunidade aos colaboradores de revezarem entre ambiente de trabalho e suas casas. Em nosso país, a cultura do trabalho remoto ganhou mais força com as startups e nos grandes centros.</p>
<p>Apesar do aparente crescimento do home office, muitas companhias ainda tinham (e têm) suas ressalvas quanto a adotar esse regime de trabalho. Questões como diminuição da produtividade, perda de foco e falta de controle dos líderes quanto aos seus liderados (especialmente para os fãs de <a href="https://www.glicfas.com.br/microgerenciamento/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">microgerenciamento</a>) estavam em pauta. No entanto, a realidade com a qual nos deparamos com a pandemia acabou trazendo um trabalho à distância forçado.</p>
<p>Nesse cenário, a maioria das empresas – e isso não apenas no Brasil – viram que não estavam preparadas. Vários problemas começaram a surgir, dentre eles, aqueles envolvendo a segurança cibernética. Organizações perceberam os riscos que correriam caso um ataque de hackers roubasse ou expusesse seus dados.</p>
<p>Como dita a <a href="https://www.glicfas.com.br/governanca-corporativa-e-gestao-de-riscos/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">gestão de riscos</a>, é preciso prever situações como essa e agir para impedi-las ao invés de apenas apagar incêndios. Em outros termos, ser proativo. Pensando nisso, neste artigo compartilhamos algumas dicas de como sua empresa pode garantir mais segurança para o trabalho remoto.</p>
<h2>Segurança cibernética: tipos de ameaças</h2>
<p>Antes, é importante entender que para quem trabalha com TI o trabalho remoto é um prato cheio para a falha da segurança corporativa. Pelo fato de muitas vezes os computadores não estarem protegidos, os cibercriminosos veem um espaço aberto para invadir os aparelhos e entrar no sistema de TI da empresa.</p>
<p>Algumas das técnicas que utilizam são:</p>
<ul>
<li><strong>Phishing:</strong> ataques deste tipo têm o objetivo de roubar informações confidenciais enganando a vítima. Para isso, o hacker manipula as pessoas para obter informações confidenciais. O ataque pode ser por e-mail, SMS, redes sociais, entre outros, mas a maneira é a mesma: o golpista assume uma identidade de alguém ou alguma empresa confiável e envia um link.</li>
<li><strong>Ransomware:</strong> é o tipo de ataque que cada vez mais rouba dados e destrói backups. Os criminosos criptografam ou impedem o acesso a dados corporativos e normalmente exigem um resgate para liberá-los.</li>
<li><strong>Malware: </strong>um malware pode ser um vírus, por exemplo. O objetivo de ataques deste tipo é de tornar o computador vulnerável para outros ataques ou prejudicá-lo.</li>
</ul>
<p>No roubo de dados, geralmente o golpista utiliza-os para chantagem, ameaçando de revendê-los ou até de torná-los públicos. Os hackers podem também roubar senhas e ter acesso aos serviços de mensagens privadas ou profissionais e às senhas para serviços online, como da mesma maneira podem roubar dados técnicos, acessar contas bancárias etc.</p>
<p>Todos os casos são graves, e existem ainda situações em que a empresa vê suas operações interrompidas devido a violações. Como no home office a vulnerabilidade dos aparelhos tende a ser maior, como proteger sua empresa?</p>
<h2>Dicas para garantir a segurança cibernética</h2>
<p><img decoding="async" alt="dicas segurança cibernética" src="https://www.glicfas.com.br/wp-content/uploads/2020/12/dicassegurancacibernetica.jpeg" style="width: 615px;height: 400px" /></p>
<p>Existem várias ações para proteger os equipamentos dos colaboradores em home office. Anote nossas dicas:</p>
<h3>1. Crie uma política de segurança da informação</h3>
<p>Este é o primeiro passo para quem busca segurança da rede corporativa (e é importante mesmo se a organização não possui funcionários trabalhando remotamente). A política de segurança da informação é um documento que define regras, padrões, normas, procedimentos e diretrizes para quem utiliza a infraestrutura de TI da empresa.</p>
<p>Conhecida como PSI, ela busca garantir a confidencialidade dos dados, a integridade (ou seja, a veracidade das informações) e a disponibilidade. Deve ser elaborada em uma linguagem fácil de ser compreendida (sem termos técnicos) e ser facilmente acessada por todos. Além disso, é importante que a prática da política seja incentivada pelos líderes.</p>
<p>A PSI deve estar de acordo com a norma ABNT NBR ISO/IEC 27001:2005. De modo geral, contém:</p>
<ul>
<li>Diretrizes para definições de senhas;</li>
<li>Normas sobre a utilização da internet (quais sites podem ser acessados e quais são proibidos);</li>
<li>Boas práticas do uso do e-mail corporativo;</li>
<li>Normas de backup;</li>
<li>Rotinas de auditoria;</li>
<li>Normas sobre a utilização geral do aparelho, incluindo os programas que podem ser instalados;</li>
<li>Ferramentas que podem ser utilizadas para compartilhamento de documentos;</li>
<li>Normas adotadas, como ISO 27001 e ISO 27002.</li>
</ul>
<p>A política de segurança da informação é importante também para o cumprimento da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados).</p>
<h3>2. Verifique a atualização dos programas instalados</h3>
<p>Existem dois casos que podem ocorrer com os trabalhadores remotos. O primeiro é quando a empresa fornece o aparelho. Em termos de segurança cibernética, essa é a melhor opção, pois espera-se que os computadores já estejam seguros com os antivírus certos e com os programas autorizados instalados.</p>
<p>O segundo caso é quando o funcionário utiliza seu computador pessoal. A atenção deve ser redobrada aqui, pois é de responsabilidade da empresa garantir que os dados corporativos não sejam roubados/danificados e, para isso, a rede doméstica não deve ser acessada por hackers.</p>
<p>Para evitar quaisquer danos, tenha a certeza de que o colaborador tem acesso às últimas atualizações dos programas que precisa e que o antivírus está atualizado.</p>
<h3>3. Instale uma VPN</h3>
<p>Uma VPN é uma rede virtual privada, utilizada para impedir acesso não autorizado às informações por meio da criptografia do tráfego de dados em uma rede. É considerada como uma excelente ferramenta de proteção aos dados e aos equipamentos conectados à rede da empresa.</p>
<p>Lembre-se que ao trabalhar de casa as informações corporativas passam por redes domésticas. Com uma VPN as conexões que forem feitas remotamente terão que passar por ela, logo trarão mais segurança à rede da organização.</p>
<h3>4. Use controles de acesso autorizados</h3>
<p>O acesso autorizado acontece em duas etapas. A primeira é a adoção de senhas fortes e complexas, como as que obrigam a utilização de letras maiúsculas e minúsculas, números e símbolos (lembrando que a política de senhas deve estar estabelecida na PSI).</p>
<p>O segundo passo é através da autenticação de dois fatores, que pode ser outra senha, um código enviado por SMS etc. Pode parecer trabalhoso, mas ao fazê-lo sua empresa consegue limitar ataques de usuários mal-intencionados.</p>
<h3>5. Ofereça treinamentos</h3>
<p>Para que os colaboradores entendam da relevância de práticas para garantir a segurança cibernética da empresa, eles precisam compreender os problemas que podem resultar de um ataque. Além disso, é importante que sejam treinados sobre as boas práticas, as quais devem ser adotadas por todos e seguidas rigorosamente.</p>
<p>Alerte os funcionários para avisarem sobre qualquer problema que identificarem nos aparelhos que estiverem utilizando. Para que eles não descuidem da segurança da informação, uma boa ideia é realizar palestras ou treinamentos de tempos em tempos, mostrando as melhorias já realizadas na área, os ataques que foram impedidos e como aprimorar ainda mais a segurança cibernética.</p>
<h2>Concluindo</h2>
<p>Lembre-se que quaisquer violações que venham a acontecer podem ser devastadoras para a organização. Como o controle deve ser constante para garantir a segurança cibernética da sua empresa, estabeleça uma rotina de verificação dos aparelhos e programas utilizados pelos colaboradores remotos.</p>
<p>Aprendemos que tudo pode mudar de uma hora para outra. Não sabemos o que o futuro reserva, mas para não ser pego de surpresa, prepare sua gestão de riscos para lidar com os problemas que possam surgir com o home office.</p>
<p>Para obter informações mais completas, leia o e-book: <a href="https://materiais.glicfas.com.br/ebook-adote-a-gestao-de-riscos-na-sua-empresa-5ed63576ad19a9b5f35d" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Adote a Gestão de Riscos na sua empresa – Fundamentos e Boas Práticas</a>. Sobre o home office, leia também: <a href="https://www.glicfas.com.br/home-office-dicas-para-atenuar-riscos-legais/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Dicas para atenuar riscos legais no home office</a>.</p>
<p>E se este artigo foi útil, compartilhe-o com seus colegas. Para mais conteúdo como este, e para ficar por dentro de boas práticas da gestão de negócios, visite o <a href="https://www.glicfas.com.br/glicando/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Glicando, o blog da Glic Fàs</a>.</p>
<p>Créditos imagem principal: Unsplash por Mikey Harris.</p>
<p>Créditos imagem texto: Pixabay por Tumisu.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Qual é a melhor forma de incorporar AI no seu negócio?</title>
		<link>https://glicfas.com.br/ai-no-trabalho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Freitas Camargo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Aug 2020 13:42:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Tendências]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mais e mais profissionais dizem que a AI será uma das principais tecnologias para ajudar empresas a alcançarem o sucesso. Mas como implementar a AI no trabalho?</p>
<p>O post <a href="https://glicfas.com.br/ai-no-trabalho/">Qual é a melhor forma de incorporar AI no seu negócio?</a> apareceu primeiro em <a href="https://glicfas.com.br">Glic Fàs</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Revolução Industrial que iniciou na segunda metade do século XVIII, e a Era da Informação que vimos surgir no século passado, moldam o que hoje chamamos de mundo moderno. Enquanto no primeiro caso redefiniu-se a valorização dada aos recursos humanos e materiais, na Era da Informação redefiniu-se a democratização da informação.</p>
<p>O parágrafo acima foi extraído de um <a href="https://www.pwc.com/it/it/publications/assets/docs/PwC_botme-booklet.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer">relatório da PwC que fala sobre a AI no trabalho</a>. Sob o título de “Bot.Me: A revolutionary partnership &#8211; How AI is pushing man and machine closer together”, a publicação é fruto de uma pesquisa online realizada com 2.500 consumidores e tomadores de decisão nos EUA para explorar atitudes em relação à Inteligência Artificial e suas implicações atuais e futuras na sociedade.</p>
<p>Um dos resultados aponta que 67% dos executivos acreditam que a AI ajudará pessoas e máquinas a trabalharem juntas para melhorar as operações. Com isso, podemos dizer que da Revolução Industrial à Revolução da Informação, hoje vivenciamos uma nova era, a da Inteligência Artificial.</p>
<p>Mas, de que modo as empresas realmente conseguem inserir a AI no trabalho, isto é, em suas operações?</p>
<h2>Uma revolução que pode ser silenciosa</h2>
<p>Se de um lado a Inteligência Artificial é um tópico frequente na agenda das organizações há algum tempo (mais especialmente naquelas que trabalham com <a href="https://www.glicfas.com.br/inovacao-x-criatividade-entenda-a-gestao-da-inovacao/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">inovação</a>), por outro há muitas outras empresas que, ou não se atentaram a ela, ou não sabem exatamente como adotá-la.</p>
<p>Entre dúvidas e questionamentos, uma coisa é certa: no espaço da inovação, mais e mais profissionais concordam que a AI será uma das principais tecnologias para ajudar as empresas em seu caminho para o sucesso. Com o aprendizado da máquina (machine learning) ganhando destaque na simplificação de processos, muitas organizações já perceberam que a Inteligência Artificial na estratégia de negócios implicará em aumento da <a href="https://www.glicfas.com.br/melhorar-a-produtividade-por-que-e-importante-incentivar-folgas/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">produtividade</a> e, em longo prazo, no sucesso da empresa.</p>
<p>Em uma pesquisa de 2018 do Worforce Institute, de três mil gerentes em oito nações industrializadas, a maioria descreveu a Inteligência Artificial como uma ferramenta valiosa de produtividade. A informação está em “A Better Way to Onboard AI”, uma publicação da Harvard Business Review.</p>
<p>Apesar disso, ainda existe uma certa resistência quando tratamos de AI. Essa resistência não existe ao acaso, afinal, há o receio de que a <a href="https://www.glicfas.com.br/inteligencia-artificial-empregabilidade/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Inteligência Artificial roube empregos</a>. O texto da HBR cita um artigo publicado no The Guardian que relata que mais de 6 milhões de trabalhadores no Reino Unido temem ser substituídos por máquinas.</p>
<p>Mais uma vez, esse número tem um porquê. Por esse motivo, a dúvida que fica no ar é: por que precisaremos de humanos se temos máquinas que podem fazer um trabalho melhor, mais rápido e com mais precisão?</p>
<p>Assim, de uma revolução que pode ser silenciosa podemos ter um ruído estrondoso, o qual diz que perderemos nossos empregos e que as máquinas tomarão conta de tudo.</p>
<h2>Então, como incorporar a AI no trabalho?</h2>
<p><img decoding="async" alt="Implementar AI no trabalho" src="https://www.glicfas.com.br/wp-content/uploads/2020/08/ImplementarAI.jpeg" style="width: 640px;height: 336px" /></p>
<p>Todo gestor sabe que um dos entraves para mudanças é a resistência de seu time. Portanto, o primeiro passo é fazer com que todos entendam que a AI é uma ferramenta para assistência e não para substituição da força de trabalho.</p>
<p>É verdade que a Inteligência Artificial pode substituir tarefas manuais e que, sim, alguns postos serão substituídos por máquinas. No entanto, é preciso deixar claro que antes de qualquer coisa a AI pode fornecer informações e suporte. Ela pode, ainda, promover a inovação, pois a partir do momento que uma máquina realiza um trabalho repetitivo, ela economiza tempo de recursos que poderão usar a capacidade para realizarem melhorias e agirem com criatividade.</p>
<p>Uma vez que esse pensamento seja entendido, a HBR sugere que a AI no trabalho seja implementada em quatro fases:</p>
<h3>Fase 1: o Assistente</h3>
<p>Para incorporar a AI no trabalho, pense na tecnologia como se ela fosse um novo funcionário. Quando um novo colaborador começa ensinamos algumas regras fundamentais e damos algumas tarefas básicas para ele exercer, nos liberando para que possamos nos concentrar nos aspectos mais importantes dos nossos trabalhos.</p>
<p>O funcionário também aprende observando e fazendo perguntas. Uma tarefa comum para os assistentes de AI no primeiro momento é a classificação dos dados. Nesse caso, a tecnologia, após fazer a classificação, auxiliará fornecendo informações para que <a href="https://www.glicfas.com.br/tomadas-de-decisao-e-processos/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">decisões possam ser tomadas</a>. Ou seja, ela não tomará o lugar de ninguém, mas sim ajudará com que trabalhos sejam executados com mais precisão.</p>
<h3>Fase 2: o Monitor</h3>
<p>Com os programas de aprendizado de máquina que já existem, a Inteligência Artificial pode ser treinada para prever com precisão qual seria a <a href="https://www.glicfas.com.br/tomada-de-decisao-em-tempos-de-crise/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">decisão</a> do usuário em uma determinada situação.</p>
<p>Imagine um usuário prestes a fazer uma escolha. Um sistema programado poderá sinalizar a discrepância. “Isso é especialmente útil durante a tomada de decisões em grande volume, quando funcionários humanos podem estar cansados ou distraídos”, cita o texto.</p>
<p>Aqui vale citarmos uma sugestão trazida pela publicação: como para incorporar a AI no trabalho precisamos que os funcionários se sintam no controle, o aconselhado é que gestores sempre os envolvam. “Engaje-os como especialistas para definir os dados que serão usados; familiarize-os com os modelos durante o desenvolvimento; e forneça treinamento e interação à medida que esses modelos são implantados”.</p>
<p>Pode parecer uma ação simples, mas ao fazer isso os funcionários irão sentir-se mais engajados e mais seguros, pois entenderão como os modelos são construídos, como os dados são gerenciados e por que as máquinas fazem as recomendações que fazem.</p>
<h3>Fase 3: o Treinador</h3>
<p>A Inteligência Artificial pode ser utilizada para dar feedback e criar diferentes e melhores oportunidades de aprendizado para os funcionários. Nesse contexto, colaboradores poderão ter feedbacks mensais por meio da análise de dados extraídos de seu comportamento passado. Isso poderá ajudá-los a entender melhor seus padrões e práticas de decisão.</p>
<h3>Fase 4: a Equipe</h3>
<p>Segundo a publicação, a fase quatro de implementação da AI no trabalho ainda não foi adotada por nenhuma empresa da qual os autores têm conhecimento. Nesta etapa, a empresa desenvolve (ou deveria desenvolver) uma rede acoplada de humanos e máquinas, na qual ambos contribuem com conhecimento.</p>
<p>Colocando de outra maneira, seria como se fosse criada uma comunidade de especialistas humanos e especialistas máquinas.</p>
<h2>Reforçando</h2>
<p>Você pode seguir as quatro fases como uma receita de bolo para implementação da AI no trabalho, mas não esqueça que as relações humanas se baseiam na confiança, sendo que a mesma é alcançada a partir do entendimento.</p>
<p>O medo que uma grande parte dos colaboradores possui com relação à AI se baseia na falta de entendimento de como ela funciona (algo que acontece com a adoção de qualquer nova tecnologia). Para contornar essa barreira, busque sempre ser transparente e envolver as pessoas que trabalharão junto com a inteligência. Implementada do jeito certa, a AI poderá ser uma grande parceira no trabalho.</p>
<p>E agora conte para nós: sua empresa já implementou a Inteligência Artificial? Se sim, como foi ou está sendo o processo? Em caso negativo, o que você acha que está faltando? Fique à vontade para responder nos comentários.</p>
<p><span style="color:black">Para mais posts, acesse o </span><a href="https://www.glicfas.com.br/glicando/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="color:#0563c1">Glicando, o Blog da Glic Fàs</span></a><span style="color:black">.</span></p>
<p><span style="color:black">Créditos imagem principal: Unsplash por Christina @ wocintechchat.com.</span></p>
<p><span style="color:black">Créditos imagem texto: Pixabay por Gerd Altmann</span></p>
<p>O post <a href="https://glicfas.com.br/ai-no-trabalho/">Qual é a melhor forma de incorporar AI no seu negócio?</a> apareceu primeiro em <a href="https://glicfas.com.br">Glic Fàs</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A Inteligência Artificial pode ser considerada &#8220;dona&#8221; de uma obra?</title>
		<link>https://glicfas.com.br/inteligencia-artificial-dona-de-uma-obra/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Freitas Camargo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2020 11:00:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Tendências]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 2018 um quadro pintado por Inteligência Artificial foi leiloado por mais de U$ 400 mil. Será que a AI pode ser considerada uma artista? Discutimos aqui.</p>
<p>O post <a href="https://glicfas.com.br/inteligencia-artificial-dona-de-uma-obra/">A Inteligência Artificial pode ser considerada &#8220;dona&#8221; de uma obra?</a> apareceu primeiro em <a href="https://glicfas.com.br">Glic Fàs</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em 2018, um quadro pintado por inteligência artificial foi leiloado por mais de 400 mil dólares. O leilão aconteceu na Christie’s, em Nova York, e o valor arrematado pela obra “Portrait of Edmond Belamy” surpreendeu todos os presentes. Esse foi o primeiro quadro produzido inteiramente pela IA a ir a leilão.</p>
<p>Cerca de 15 mil retratos pintados entre os séculos XIV e XX foram analisados pelo sistema para criar a pintura leiloada. Bom, mas se sistemas artificialmente inteligentes já <a href="https://www.glicfas.com.br/inteligencia-artificial-empregabilidade/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">começaram a assumir tarefas e processos mais simples e repetitivos</a>, será que o mesmo acontecerá com tarefas criativas e abstratas?</p>
<p>Mesmo com os humanos ainda sendo superiores nas artes, será que devemos nos sentir ameaçados? Ninguém consegue prever o que acontecerá nas próximas décadas, mas uma coisa é certa: mesmo que a inteligência artificial não substitua os artistas, o que já está ocorrendo é uma transformação no campo das artes.</p>
<h2>Mas será que a Inteligência Artificial pode realmente criar arte?</h2>
<p>Arte é a expressão da imaginação e da habilidade criativa humana. É algo que, depois de criada, passa a ser apreciada pelas emoções que transmite e por sua beleza.</p>
<p>O Estadão (em <a href="https://arte.estadao.com.br/focas/estadaoqr/materia/inteligencia-artificial-e-o-proximo-passo-na-evolucao-da-arte" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Inteligência Artificial é o próximo passo para a arte?</a>) realizou uma entrevista com diversos artistas. Dentre eles, Mario Klingemann, artista alemão pioneiro no uso de Inteligência Artificial, traz um ponto interessante sobre a arte. Perguntado sobre o processo de criação da IA, ele diz que a tecnologia consegue imitar algumas percepções humanas, como bordas, texturas e cores.</p>
<p>Todavia, <strong><span style='font-family:"Arial",sans-serif'><span style="font-weight:normal">o</span></span></strong> que a IA perde nesse processo são os “aspectos subconscientes e emocionais que os humanos acrescentam à comparação, mas isso não é porque a máquina não tem alma, mas porque esses aspectos são muitas vezes difíceis de quantificar e há uma questão pessoal, de gosto”, responde.</p>
<p>Na mesma entrevista, Anna Ridler, artista britânica, diz que, na opinião dela, a arte produzida pela Inteligência Artificial será como a fotografia que, de certa maneira, modificou um pouco os retratos. Como ela fala: ninguém parou de pintar imagens de pessoas desde que a fotografia surgiu.</p>
<h3>Critérios para a IA ser classificada como artista</h3>
<p>Machado, Penousal, et al. &#8211; “On the development of evolutionary artificial artists.” Computers &amp; Graphics 31.6 (2007): 818–826 – escreve que uma IA deve possuir cinco características para se tornar um artista:</p>
<blockquote>
<ul>
<li>Aprendizado: o sistema deve ser capaz de melhorar suas habilidades e adaptar sua expressividade artística de acordo com novos estímulos, como fazem os artistas humanos.</li>
<li>Critérios de estética próprios: ser capaz de avaliar sua própria criação artística e de outros artistas é essencial para qualquer criador de arte. Mesmo não existindo um critério universal para julgar a arte, cada indivíduo precisa desenvolver seu próprio padrão, com base em sua personalidade.</li>
<li>Criatividade: criar obras de arte novas e inovadoras é o que define um artista de destaque. O sistema não deve aplicar pequenas alterações às obras de arte existentes, mas, sim, criar algo completamente novo (embora possa ser influenciado por outras obras de artistas).</li>
<li>Igualdade: o sistema não deve estar sujeito à vontade humana; deve interagir com agentes humanos ou artificiais em um nível igual.</li>
<li>Sociabilidade: a arte não pode ser criada sem o contexto social. A inteligência artificial deve ser capaz de acessar a produção artística como fonte de inspiração.</li>
</ul>
</blockquote>
<p>(Trecho citado no artigo <a href="https://towardsdatascience.com/artificial-artist-can-artificial-intelligence-create-art-d7dd6ed98270" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Artificial Artist: Can Artificial Intelligence create art?</a>, de Felp Roza)</p>
<h2>O que a AI pode fazer pela arte?</h2>
<p>A união de tecnologia e arte já é tão discutida que existe inclusive uma comunidade de artistas que explora o impacto da IA na arte e na sociedade. Trata-se da <a href="https://aiartists.org/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">AIArtist.org</a>.</p>
<p>A organização é pioneira no ramo e foi fundada por Marnie Benney. De acordo com a página da AIArtist.org, a IA não apenas transforma nossa capacidade de criar, como também nos faz refletir sobre algumas questões críticas que dizem respeito ao nosso relacionamento com a tecnologia.</p>
<p>Um dos objetivos da comunidade é o de discutir e explorar temas importantes como:</p>
<ul>
<li>Como a IA pode expandir a criatividade humana?</li>
<li>Como podemos evitar a inclusão de preconceitos e discriminação nos conjuntos de dados usados para treinar a IA?</li>
<li>Como podemos navegar pela intimidade e privacidade com máquinas inteligentes?</li>
<li>Como a IA pode nos ajudar a aprender sobre nossa imaginação coletiva?</li>
<li>Como os artistas podem construir parcerias criativas e de improviso com a IA?</li>
<li>Como podemos garantir que certas populações não sejam marginalizadas pelos sistemas de IA?</li>
<li>A Inteligência Artificial pode escrever poesias e roteiros?</li>
<li>O que uma máquina vê quando olha para a profundidade e amplitude de nossa experiência humana?</li>
<li>As pinturas de IA, os álbuns de música da AI ou a arte de robôs podem ser tão comoventes quanto as obras feitas por seres humanos?</li>
</ul>
<p>São todas perguntas que seguem sem uma resposta exata, mas exemplos como o da AIArtist.org nos mostram que se o tema já está sendo discutido é porque tem grande relevância para todos nós – artistas ou não.</p>
<h2>E se a IA cria, como fica a autoria?</h2>
<p>Nada mais justo perguntar quem é o dono da obra. <a href="https://singularityhub.com/2020/05/26/ai-is-getting-more-creative-but-who-should-own-the-art-it-produces/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">A questão sobre Inteligência Artificial e autoria é abordada em artigo na Singularity Hub</a>. Como contamos na introdução, o quadro que foi leiloado em 2018 foi criado a partir de um banco de dados com 15 mil retratos.</p>
<p>Similarmente, um programa chamado Aiva lançou álbuns cujas peças estão sendo usadas por agências de publicidade e filmes. O software foi treinado em milhares de composições clássicas.</p>
<p>No entanto, conforme comenta o post da Singularity Hub, por trás dos conjuntos de dados utilizados pelos algoritmos “havia um programador que alterou as pinceladas ou notas musicais em linhas de código e um cientista ou engenheiro de dados que ajustou e ‘selecionou’ os conjuntos de dados a serem usados no modelo”.</p>
<p>Ainda, o artigo sugere que podem existir muitos colaboradores com funções distintas na produção de conteúdo gerado pela IA. Por isso, é importante discutir como proteger os interesses dos envolvidos.</p>
<p>A lei de direitos autorais versa sobre os &#8220;frutos do trabalho intelectual fundado nos poderes criativos da mente&#8221;. A Inteligência Artificial ainda tem muitas limitações. Trazendo uma comparação do artigo, assim como uma câmera de vídeo é uma ferramenta usada para filmar conteúdo criativo, a IA é apenas uma ferramenta que pode ser usada para produzir trabalho.</p>
<p>“Os produtores de vídeo não precisam compreender o funcionamento interno de suas câmeras; desde que seu conteúdo mostre criatividade e originalidade, eles têm uma reivindicação de propriedade sobre suas criações”.</p>
<p>Pensando nisso, será que robôs e algoritmos um dia serão capazes de possuir direitos autorais, sendo considerados fontes criativas?</p>
<p>Como tudo que envolve a IA, ainda temos muito chão para caminhar. O futuro é incerto, mas a tecnologia já está aí. O que você pensa sobre o tema? Se uma arte é criada pela tecnologia, de quem é a autoria? Deixe sua opinião nos comentários.</p>
<p>E se você gostou deste post, compartilhe-o com seus colegas. Para mais conteúdo, acesse o <a href="https://www.glicfas.com.br/glicando/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Glicando, o Blog da Glic Fàs</a>.</p>
<p>Créditos imagem: Unsplash por Franck V.</p>
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		<title>O reconhecimento facial e a vigilância digital acabarão com o anonimato?</title>
		<link>https://glicfas.com.br/o-reconhecimento-facial-e-a-vigilancia-digital-acabarao-com-o-anonimato/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Freitas Camargo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2020 11:00:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Tendências]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A tecnologia de reconhecimento facial tem sido usada em protestos em vários lugares do mundo. Com isso, vem uma questão: nossa privacidade está sendo violada?</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Com uma onda de protestos iniciada nos Estados Unidos e que tomou conta de vários países, o racismo não foi o único tópico que veio à tona. Embora talvez poucos de nós tenhamos conhecimento, há uma discussão crescente lá fora sobre o uso de reconhecimento facial em manifestações.</p>
<p>Algo que faz parte de qualquer democracia saudável, o protesto é também um componente crítico de países que pregam a liberdade de expressão em suas constituições. Sendo assim, não parece estranho que o reconhecimento facial seja usado em momentos nos quais todos têm o direito de expressar a sua opinião? Ou seria essa uma questão de segurança? Será que o anonimato dos protestos está com os dias contados?</p>
<h2>Entendendo o cenário</h2>
<p>Em maio de 2019, São Francisco foi a primeira cidade nos Estados Unidos a banir o reconhecimento facial. Desde então, a tecnologia não pode mais ser usada por agências locais (mas continuam em vigor como medida de segurança em ambientes administrados por agências federais). Além disso, a compra de qualquer tipo de aparelho de vigilância deve passar pela aprovação dos administradores da cidade.</p>
<p>Os opositores – não só em São Francisco, como em outros locais nos EUA em que a tecnologia de reconhecimento facial foi banida &#8211; veem a decisão como uma barreira nos esforços para combater o crime. A argumentação é a de que se usada com responsabilidade ela pode ser uma ferramenta valiosa na localização de pessoas que cometeram crimes.</p>
<p>Na outra ponta temos os que são a favor da proibição. “A capacidade de fazer parte de uma multidão anônima é o que permite que muitas pessoas participem de protestos pacíficos e se sintam seguros. Em vez de usar essas tecnologias para aumentar o medo das pessoas, a polícia deve cumprir suas obrigações de respeitar e facilitar o direito das pessoas a protesto pacificamente &#8220;, cita <a href="https://www.amnesty.org/en/latest/news/2020/06/usa-facial-recognition-ban/">este artigo sobre reconhecimento facial publicado na página Amnesty International</a>.</p>
<h2>Limites da tecnologia de reconhecimento facial</h2>
<p><img decoding="async" alt="tecnologia de reconhecimento facial" src="https://www.glicfas.com.br/wp-content/uploads/2020/06/tecnologiadereconhecimentofacial.jpeg" style="width: 540px;height: 381px" /></p>
<p>O problema fica ainda maior quando colocamos à parte as questões de violação da privacidade e tratamos da tecnologia, pois já foi constatado que ela ainda não é confiável. Conforme o mesmo artigo no site da Amnesty International, no reconhecimento facial alguns rostos são processados com mais precisão do que outros, dependendo das características principais, incluindo cor da pele, etnia e gênero, criando desigualdades tanto no levantamento quanto no policiamento.</p>
<p>Jason Dorrier, em <a href="https://singularityhub.com/2020/06/07/will-facial-recognition-and-digital-surveillance-end-anonymous-protest/">post na Singularity Hub abordando o reconhecimento facial</a>, explica o mesmo: as “limitações também foram bem documentadas, não apenas em termos de precisão geral, mas também em viés interno, com alguns algoritmos que identificam pessoas de cor e mulheres a taxas muito mais altas”.</p>
<p>Dorrier esclarece que as pessoas são identificadas pelos algoritmos de reconhecimento facial por meio de pesquisas e combinações com imagens rotuladas em vastos bancos de dados. Estes podem ser limitados a fotos de grupo ou podem incluir grupos muito maiores, como fotos da carteira de motorista da DMV (Department of Motor Vehicules).</p>
<p>O autor conta ainda de um exemplo controverso, o qual refere-se à startup Clearview AI. O banco de dados da empresa era composto por bilhões de imagens extraídas de milhares de sites online sem consentimento &#8211; incluindo sites como Facebook e YouTube. Os acessos ao banco de dados e ao software de reconhecimento facial foram vendidos a centenas de agências policiais.</p>
<p>O problema aumenta porque em fevereiro de 2020 os departamentos de polícia de Minneapolis e arredores usaram o Clearview. O reconhecimento facial também foi utilizado recentemente por departamentos de polícia local e pelo FBI para filmagens e imagens dos protestos. Portanto, se é fato que há tecnologia e que sistemas foram usados, “nem sempre é claro como as autoridades estão empregando o reconhecimento facial no dia a dia e durante os protestos”, escreve Dorrier.</p>
<h2>O que dizem empresas?</h2>
<p>No início de junho a Amazon anunciou que proibirá o uso do programa de reconhecimento facial &#8211; Rekognition – pela polícia por um ano. A empresa também solicitou que normas rígidas sejam criadas para que a tecnologia tenha um uso mais ético no futuro.</p>
<p>Um <a href="https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2020/06/10/amazon-proibe-a-policia-de-usar-sua-tecnologia-de-reconhecimento-facial.htm">artigo do UOL também relatou os problemas do reconhecimento facial</a>, citando que a decisão e o respectivo anúncio pela Amazon aconteceu após petição assinada por diversos grupos pela igualdade racial, referente à tecnologia Rekognition e às câmeras de vigilância doméstica Ring. Foi solicitado à empresa “a ruptura de seus vínculos com a polícia e os serviços de imigração dos Estados Unidos”.</p>
<p>No entanto, a Amazon não foi a primeira a se posicionar. Na verdade, a empresa seguiu um anúncio da IBM que, semanas antes, havia enviado uma carta ao Congresso norte-americano avisando que encerraria inteiramente o negócio de reconhecimento facial.</p>
<p>A gigante Microsoft também não ficou de fora. Indo pelo mesmo caminho da IBM e Amazon, a empresa fundada por Bill Gates anunciou que não venderá mais sua tecnologia de reconhecimento facial à polícia. Pelo menos não até que novas regulamentações federais sejam implementadas.</p>
<p>A decisão foi parecida com a tomada pela Amazon, que estabeleceu uma moratória de um ano na venda de sua tecnologia para a polícia.</p>
<h2>O reconhecimento facial no Brasil</h2>
<p>Em 2019 <a href="https://g1.globo.com/ba/bahia/carnaval/2019/noticia/2019/03/07/flagrado-por-camera-vestido-de-mulher-no-carnaval-na-ba-matou-homem-apos-vitima-passar-perto-dele-de-moto-em-alta-velocidade.ghtml">a tecnologia de reconhecimento facial ajudou a polícia a prender um acusado de ter cometido um crime em 2017</a>. O fato aconteceu na Bahia, estado que naquele ano realizou <a href="https://www.startse.com/noticia/nova-economia/reconhecimento-facial-brasil-avanco-carnaval">134 prisões com o auxílio do recurso</a>.</p>
<p>Em 2020 o Governo de São Paulo também utilizou os algoritmos para analisar imagens durante o Carnaval. No entanto, os problemas de precisão da tecnologia também foram observados em nosso país.</p>
<p><a href="https://g1.globo.com/economia/tecnologia/noticia/2020/02/21/aumento-do-uso-de-reconhecimento-facial-pelo-poder-publico-no-brasil-levanta-debate-sobre-limites-da-tecnologia.ghtml">Esta matéria no G1 conta que uma falha no reconhecimento facial</a> fez com que uma mulher no Rio de Janeiro fosse detida por engano. O erro foi, conforme explica a reportagem, de reconhecimento e de base de dados, pois a pessoa em questão já havia sido presa mas os registros não haviam sido atualizados.</p>
<p>Isso faz com que no Brasil a discussão sobre o uso da tecnologia abranja uma discussão técnica e também jurídica. Falsos positivos fazem parte do problema.</p>
<h2>Reconhecimento facial, o novo big brother?</h2>
<p>Segurança pública ou violação do direito à privacidade, para qual lado a balança pende mais? Cada país e até mesmo cada cidade pode ter uma visão diferente do tema.</p>
<p>Hoje em dia, as próprias fotos tiradas pelos smartphones podem ser utilizadas para reconhecimento facial. No caso da tecnologia tendo um uso mais amplo, sendo empregada pelas autoridades, a questão a pensarmos talvez seja a proposta pelo artigo na Singularity Hub: “como dobrar a tecnologia para melhor nos servir?”</p>
<p>O assunto, como é de se imaginar, vai longe. Qual é a sua opinião sobre o tema? Deixe um comentário e conte para nós.</p>
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<p>Créditos imagem principal: Unsplash por Matthew Henry</p>
<p>Créditos imagem texto: Pixabay por Gerd Altmann</p>
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		<title>Gestão da Inovação: fuja dessas armadilhas</title>
		<link>https://glicfas.com.br/gestao-da-inovacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Freitas Camargo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2020 21:00:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Tendências]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Inovar é necessário, mas poucas empresas possuem uma gestão da inovação eficiente, pois acabam cometendo erros que são prejudiciais aos esforços empregados.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Entra ano, sai ano, o verbo da vez é “inovar”, algo que é muito mais fácil de falar do que de realmente fazer. Se para alguns o tema parecia uma moda passageira, o fato é que a inovação se mostra cada vez mais presente nas agendas corporativas.</p>
<p>Sem dúvidas, um dos motivos para isso está no avanço tecnológico que trouxe para nosso cotidiano palavras como Big Data, machine learning, Indústria 4.0, Internet of Things, entre outras. Há também a questão da concorrência que aumenta as expectativas dos clientes e força empresas a tomarem atitudes para não perderem espaço no mercado.</p>
<p>Falem bem ou falem mal, uma coisa é certa: não dá para fugir da gestão da inovação. Mas para que ela seja efetiva, existem alguns pontos que sua empresa deve prestar atenção. Na verdade, são erros (ou armadilhas) a fugir. Confira a seguir:</p>
<h2>1. Não possuir uma estratégia orientada para gestão da inovação</h2>
<p>Geralmente, o planejamento estratégico é criado e são definidas metas operacionais, financeiras, de qualidade, de marketing, estratégicas etc. Mas, algo que muitas vezes as companhias se esquecem, é de alinhar a estratégia de negócios com esforços de inovação.</p>
<p>O problema é que sem uma estratégia orientadora a inovação não tem um objetivo. Sem objetivo, não se sabe qual o orçamento disponível e, o que é pior, a empresa corre o risco de gastar recursos em ideias que a levarão para lugar nenhum.</p>
<p>A gestão da inovação não pode ocorrer de maneira fragmentada. Para tanto, é recomendado que a liderança organizacional comunique claramente seus direcionadores estratégicos para a inovação – ou seja, o porquê. A partir dos direcionadores, os gestores podem trabalhar com suas equipes no “como”.</p>
<h2>2. Ter um planejamento “escrito em pedra”</h2>
<p>Se por um lado o planejamento é fundamental e os objetivos de inovação devem estar atrelados a ele, por outro não se deve tê-lo como um guia a ser seguido a qualquer custo. Como o ambiente empresarial é cada vez mais dinâmico e decisões devem ser tomadas cada vez mais aceleradamente, existem momentos que o planejamento precisa se adequar.</p>
<p>Fazer a gestão da inovação é buscar trazer resultados ao negócio, mas sem esquecer que esses resultados devem sempre estar alinhados com o que foi planejado. Então, de tempos em tempos analise indicadores, revise o plano estratégico se necessário e adeque os esforços de inovação.</p>
<h2>3. Investir em tecnologia sem um objetivo</h2>
<p>Existe um erro muito comum quando tratamos de gestão de inovação: a questão tecnológica. Infelizmente, são muitos os líderes que pensam que para inovar precisam investir em tecnologia e esperar toda a mágica acontecer.</p>
<p>Tecnologia requer investimento. Como qualquer investimento feito no ambiente empresarial, é preciso saber quais vantagens ele trará e, o mais importante, quais os objetivos por trás. Sem essas análises será muito difícil definir o ROI, desse modo, o que era para ser um investimento poderá transformar-se em um gasto que nenhuma empresa gostaria de ter.</p>
<p>Ao enfrentar algum problema, veja como poderá resolvê-lo com os recursos que possui. Analise as opções que a empresa tem e, somente depois, se houver necessidade, invista na tecnologia que servirá de solução.</p>
<p>Lembre-se que a inovação não deve estar condicionada a um salto tecnológico. Por exemplo, um serviço criado a partir dos recursos disponíveis na sua empresa já pode ser uma grande inovação. Uma feature acrescentada a um produto para melhorar a usabilidade também já é inovação.</p>
<p>O pensamento de que inovar tem relação com tecnologia é tratado como “miopia da inovação”. Discutimos o tema neste post: <a href="https://www.glicfas.com.br/inovacao-x-criatividade-entenda-a-gestao-da-inovacao/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Inovação x Criatividade: entenda a Gestão da Inovação</a>.</p>
<h2>4. Não mudar a cultura</h2>
<p>Para muitas empresas, antes de implantar a gestão da inovação será necessário trabalhar na mudança de cultura. Em culturas paternalistas, por exemplo, gestores são detentores do poder e tendem a ter uma visão mais fechada.</p>
<p>A inovação precisa de colaboração, e isso significa envolver todos os funcionários da empresa. Nenhum negócio consegue ser inovador se não permite que seus times trabalhem juntos, unam competências e tenham uma certa autonomia.</p>
<p><a href="https://www.glicfas.com.br/como-lideres-podem-inovar-no-dia-a-dia/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Como comentamos neste artigo</a>, grandes líderes tomam decisões inteligentes, e dentro disso está a decisão de não fazerem tudo sozinho. Portanto, se sua empresa possui uma cultura muito centralizadora e você quer adotar a gestão da inovação, foque primeiro na mudança cultural, dando autonomia aos seus colaboradores, pois eles serão os grandes responsáveis por fazer a inovação acontecer.</p>
<p>Além disso, tenha em mente que empresas inovadoras sempre colocam as pessoas no centro. Por isso, escute-as, acredite nelas e mude quando necessário.</p>
<h2>5. Não saber a hora de parar e/ou mudar</h2>
<p>O conceito de MVP (Minimum Viable Product, ou Produto Mínimo Viável) das startups trouxe ao mercado uma dinâmica totalmente diferente sobre lançamento de produtos ou serviços. Se antes esperava-se por algo perfeito a ser colocado no mercado, o MVP prega que uma versão mínima de um produto/serviço já é o suficiente para ser oferecida aos clientes.</p>
<p>Assim, ao invés de esperar meses para um lançamento, hoje tudo acontece em questões de semanas. Isso resultou em um aumento de competitividade, mas também trouxe uma lição importante: a de que errar faz parte do processo de aprendizado.</p>
<p>Aceitar o erro é também algo que deve estar bem claro na gestão da inovação. Empresas inovadoras não têm medo de errar e por conta disso estão sempre apresentando novas ideias e conceitos. No entanto, se o erro é aceito, é preciso também saber quando chegou a hora de parar com um projeto, ou quando é o momento de adaptá-lo.</p>
<p>De nada adianta investir em algo que parecia inovador aos olhos da empresa, mas que não foi recebido da mesma maneira do ponto de vista do mercado. Por esse motivo, saiba que a liberdade para errar é essencial, mas mais essencial ainda é extrair dos erros as lições aprendidas e fazer as adaptações necessárias.</p>
<h2>Concluindo</h2>
<p>Sobre gestão da inovação, <a href="https://www.glicfas.com.br/como-lideres-podem-inovar-no-dia-a-dia/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">este outro artigo da Glic Fàs</a>, mencionando uma pesquisa conduzida pela McKinsey, trouxe que para mais de 70% dos executivos seniores entrevistados a inovação será um dos três principais fatores de crescimento de suas empresas.</p>
<p>Apesar disso, mais da metade deles não possui confiança sobre os esforços realizados nessa área. Sem dúvidas, uma das razões para esse sentimento é porque ainda existem alguns ajustes a serem feitos dentro da própria organização para torná-la um ambiente propício à inovação.</p>
<p>Dentro desses ajustes está fugir das armadilhas que elencamos neste post. O que você achou delas? Caso tenha algum outro erro comum a acrescentar, conte-nos nos comentários.</p>
<p>E se você gostou deste artigo, compartilhe-o com seus colegas. Para mais posts, acesse o <a href="https://www.glicfas.com.br/glicando/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Glicando, o Blog da Glic Fàs</a>.</p>
<p>Créditos imagem: Unsplash por Riccardo Annandale</p>
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		<title>Tendências do futuro (não óbvias) para o comportamento humano</title>
		<link>https://glicfas.com.br/tendencias-do-futuro-nao-obvias-para-o-comportamento-humano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Freitas Camargo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2020 11:00:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Tendências]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O presente está se acelerando ainda mais rapidamente, e algumas tendências do futuro foram amplificadas pelo período em que vivemos. Confira!</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nossos hábitos mudaram e nossas rotinas foram alteradas. Dos tapetes de yoga na sala de estar, passando pelos livros abertos na mesa da sala, <a href="https://www.glicfas.com.br/trabalho-remoto-um-aprendizado-tardio/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">trabalho remoto</a> e happy hour virtual, fomos nos adaptando. Nossas experiências em tela aumentaram. Paradoxalmente, a mesma tela que antes desviava a nossa atenção agora é a que nos permite estarmos em contato com um pouco do que tínhamos na “vida de antes”.</p>
<p>O “novo normal” ainda está sendo difícil de lidar para uma grande parte da população do planeta. Muitos de nós seguem procurando previsões sobre o que acontecerá amanhã. No meio de tudo, existe também a desinformação que nos afeta. Por causa dela, há quem diga que o mundo deixou de ser confiável. Não sabendo em quem ou no que acreditar, acabamos não acreditando em nada.</p>
<p>Temos ainda as previsões sobre mudanças tecnológicas, que faz com que muitos tenham medo de não conseguir acompanhar e ficar obsoleto. Mas, se ao invés de ficarmos pensando nisso, mudássemos nosso foco?</p>
<p>Em 2019, o autor e empresário Rohit Bhargava conversou com um auditório lotado sobre como <a href="https://singularityhub.com/2020/05/25/4-non-obvious-trends-that-matter-during-this-pandemic/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">tendências do futuro não óbvias (descritas neste artigo da Singularity Hub)</a> estão desempenhando um papel importante na definição do futuro. Para 2020 Bhargava iria palestrar no SXSW Festival, mas por motivos óbvios o evento teve que ser transmitido no formato online.</p>
<p>Neste artigo abordaremos algumas dessas tendências focadas no lado comportamental. Boa leitura!</p>
<h2>Previsões comportamentais</h2>
<p>Conforme cita o artigo, Bhargava não se interessa por previsões tecnológicas. O foco de sua pesquisa está em como o comportamento do homem tem evoluído. Sua análise é também sobre como nós nos relacionamos com a tecnologia (e como nosso comportamento é afetado por ela).</p>
<p>Por exemplo, <a href="https://singularityhub.com/2019/03/21/these-trends-arent-obvious-but-theyre-helping-shape-the-future/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">em outro artigo da Singularity Hub foram abordadas as tendências do futuro para 2019</a>. Um dos itens tratados foi a Influência Artificial. Bhargava comentou que as mídias sociais, juntamente com outras <a href="https://www.glicfas.com.br/por-que-todo-lider-precisa-ser-obcecado-por-tecnologia/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">tecnologias</a>, são responsáveis por fabricar o irreal e influenciar a maneira como pensamos.</p>
<p>Contudo, não se trata de pessoas influenciando pessoas. O texto traz a informação de que 15% de todas as contas do Twitter podem ser falsas, enquanto no Facebook o número chegaria a 60 milhões de contas. Existem, nas palavras de Bhargava, influenciadores e artistas virtuais.</p>
<p>Nesse meio em que somos a todo momento influenciados sobre o que compramos, pensamos e fazemos, talvez uma das tendências do futuro seja a de sermos mais críticos com relação à informação que consumimos.</p>
<p>O “renascimento dos robôs” foi outro item abordado por ele, e que continua em alta. É certo afirmar que os robôs não irão embora tão cedo (na verdade, é muito provável que estarão cada vez mais presentes). Qual nossa postura diante disso?</p>
<p>Como comentado, o que norteia os estudos de Bhargava não é a análise da tecnologia em si, mas no quanto ela pode ser benéfica ou prejudicial ao ambiente de trabalho. Ele direciona a atenção na relação entre tecnologia e homem.</p>
<p>Nessa linha, ele acredita que, mesmo que toda essa revolução de robôs pareça intimadora, temos que aceitar a ideia com um sentimento de curiosidade, e não como algo intimador. Isso porque robôs serão muito úteis para executar tarefas que não queremos ou não podemos assumir, como as atividades manuais perigosas.</p>
<h2>Revivalismo e modo humano</h2>
<p>Continuando nas tendências do futuro com um viés comportamental, a pandemia nos tornou (pelo menos a maioria de nós) oprimidos pela tecnologia e pela sensação de que a vida é muito complexa. Esse sentimento pode levar a uma necessidade da simplicidade, algo que inclusive já vem sendo debatido.</p>
<p>Para Bhargava isso é explicado porque, nesse período em que estamos vivendo, temos a tendência de nos voltar ao passado e relembrar momentos bons e pequenos prazeres da “vida de antes”. A nostalgia nos faz reviver hábitos e conexões que consideramos reconfortantes e/ou tranquilizadoras.</p>
<p>A tendência é algo que Bhargava já havia percebido antes da pandemia, mas que agora trouxe à tona outro fator: o da necessidade de desacelerarmos. Outro ponto que passamos a discutir é sobre o papel que queremos que nossos telefones, tablets e computadores desempenhem.</p>
<p>“Se o mundo parecia complexo e avassalador antes, esse sentido se multiplicou por uma ordem de magnitude agora que estamos em uma crise global de saúde. Em vez de se afogar em informações conflitantes demais, as pessoas conscientemente cortam a quantidade de notícias e mídias sociais que consomem todos os dias (&#8230;)”, analisa.</p>
<p>A reflexão segue abordando a mudança do entretenimento digital para o analógico. Livros, jogos de tabuleiros, artesanato, quebra-cabeças e outros, passaram a ganhar importância em nossas vidas. Para muitas pessoas, a cozinha foi (re)descoberta com o fechamento dos restaurantes, por exemplo.</p>
<p>Aqui o pensamento que fica é: agora que encontramos – mesmo que forçadamente – substitutos para nossa rotina, será que finalmente iremos perceber que não somos tão dependentes assim dos nossos smartphones? Com o isolamento social, será que passaremos a valorizar muito mais o contato humano? Será que finalmente percebemos que a conexão humana é imprescindível para nossa saúde mental?</p>
<h2>Conhecimento instantâneo</h2>
<p>Das tendências do futuro pós-pandemia, Bhargava comenta também sobre o fato de, para passar o tempo, procurarmos adquirir novas habilidades. Para citar alguns exemplos, há quem aprendeu a cozinhar, a tocar algum instrumento, a fazer um trabalho manual ou a encontrar prazer na leitura ou na atividade física.</p>
<p>Do mesmo modo, há quem resolveu voltar aos estudos ou adquirir novas habilidades. Com o conhecimento disponível em uma rápida busca no Google ou no Youtube, nos beneficiamos de aprender muita coisa rapidamente.</p>
<p>Mas, o questionamento é: o quanto levaremos para a vida pós-pandemia? Qual conhecimento realmente ficará retido? Para Bhargava , é preciso muito tempo e dedicação para ser realmente bom em uma habilidade ou se tornar um especialista em um determinado campo. Portanto, será necessário esforço de nossa parte para conseguirmos colocar em prática novos conhecimentos.</p>
<h2>Tendências do futuro: a adaptação</h2>
<p>Quantos restaurantes que você conhece passaram a fazer serviço de delivery? Quantos negócios sofreram adaptações para atender a um novo tipo de consumo? Quantas empresas tiveram que aprender a importância da presença digital?</p>
<p>Com a incerteza se as aulas voltarão ao normal, se bares e restaurantes poderão atender no ritmo habitual, se mais estados ou cidades se fecharão, se as viagens serão possíveis, entre outras, consegue sobreviver de forma saudável quem melhor se adaptar.</p>
<p>Isso vale para nossas vidas, para nossas profissões e empresas. Tudo sobre o que sabíamos a respeito de fazer negócio mudou. Mesmo com países voltando a se abrir, a certeza é que as coisas não voltarão a ser como foram em 2019. Pelo menos não por algum tempo (ou talvez não por muito tempo).</p>
<p>Fica, então, a verdade universal dita por Bhargava. &#8220;Sabemos que as pessoas que podem se adaptar melhor são pensadores não óbvios que prestam atenção ao que está acontecendo e tentam continuar a mudar&#8221;. Sem dúvidas, é hora de colocarmos o <a href="https://materiais.glicfas.com.br/pensamentoestrategico" target="_blank" rel="noopener noreferrer">pensamento estratégico</a> em ação.</p>
<p>Você já está fazendo suas mudanças? Caso queira, fique à vontade para compartilhar nos comentários. Do contrário, esperamos que esse artigo tenha dado início a uma reflexão.</p>
<p>Continue conosco e leia nossos outros materiais. Acesse o <a href="https://www.glicfas.com.br/glicando/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Glicando, blog da Glic Fàs</a>.</p>
<p>Créditos imagem: Unsplash por Nubefy Design for All (imagem enviada em uma convocação global das Nações Unidas para criativos &#8211; ajude a impedir a disseminação do COVID-19).</p>
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		<title>COVID-19 pode mudar o mundo do trabalho para sempre</title>
		<link>https://glicfas.com.br/mundo-do-trabalho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Freitas Camargo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2020 11:00:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Tendências]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Veja o que Adam Grant, psicólogo organizacional e autor de best-sellers, fala sobre o impacto da pandemia no mundo do trabalho.</p>
<p>O post <a href="https://glicfas.com.br/mundo-do-trabalho/">COVID-19 pode mudar o mundo do trabalho para sempre</a> apareceu primeiro em <a href="https://glicfas.com.br">Glic Fàs</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Milhares de pessoas ao redor do mundo tiveram que aprender a trabalhar de casa sem perder o foco e sem deixar a produtividade ser afetada. A cada dia que passa, aumentam as discussões em torno da saúde mental e física das pessoas que, confinadas ou não, tiveram que adaptar-se a um novo estilo de vida.</p>
<p>Adam Grant, professor de administração e psicologia na Wharton School da Universidade da Pensilvânia, diz que “algumas pessoas sofrerão de estresse pós-traumático”. No entanto, de tantas mudanças que vêm acontecendo, e por mais traumática que possa ser essa experiência para a maioria de nós, Grant traz um alento.</p>
<p>De acordo com ele, quando o trauma passar é possível termos um crescimento (o qual ele chama de “crescimento pós-traumático”). Grant é também psicólogo organizacional, autor de best-sellers e apresentador do podcast, WorkLife. Em entrevista ao podcast World Versus Virus, do Fórum Econômico Mundial, ele fala sobre o impacto do trabalho durante a pandemia, e como o trabalho poderá melhorar.</p>
<p>A entrevista completa (em inglês) juntamente com o podcast sobre o <a href="http://www.weforum.org/agenda/2020/04/here-s-how-coronavirus-has-changed-the-world-of-work-covid19-adam-grant/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">novo mundo do trabalho está no We Forum</a>. Para este artigo da Glic Fàs fizemos um resumo e destacamos os pontos que achamos serem mais importantes. Boa leitura!</p>
<h2>Desafio da pandemia</h2>
<p>Para Grant, durante a pandemia nossas fraquezas são expostas do mesmo modo que nossos pontos mais fortes. O desafio está em conseguirmos lidar com a incerteza e a imprevisibilidade. Nas nossas palavras – como já discutimos em outras ocasiões no <a href="https://www.glicfas.com.br/glicando/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">blog da Glic Fàs</a> – o maior desafio está em <a href="https://materiais.glicfas.com.br/pensamentoestrategico" target="_blank" rel="noopener noreferrer">mantermos um pensamento estratégico</a>.</p>
<p>O psicólogo cita um exemplo, destacando que pessoas neuróticas preferem inclusive sentir dor do que não ter ideia do que vai acontecer. E, como sabemos, em qualquer crise é muito difícil (para não falar impossível) conseguir prever um cenário com exatidão.</p>
<p>Mas, se por um lado o que vai acontecer é algo incerto, por outro somos seres completamente adaptáveis. Como disse Darwin, não é necessariamente a espécie mais forte que sobrevive, mas sim aquela que mais consegue adaptar-se. Já que a adaptabilidade pode ser um desafio para muitos, qual é a saída?</p>
<p>Conforme Grant na entrevista, a resposta está em dar uns passos para trás e analisar o passado. “Você pode reconhecer as dificuldades que enfrentou antes. Você pode aprender algo com as lições de sua própria resiliência e depois tentar descobrir ‘o que eu fiz efetivamente antes que isso funcione para mim hoje?’”, comenta.</p>
<h2>Desafio para equipes</h2>
<p>Falando em desafios, outra questão abordada pelo entrevistador é sobre como conseguimos manter um sentimento de pertencimento a um time quando estamos isolados em nossas casas. Grant concorda que a tarefa não é tão fácil quanto parece.</p>
<p>Ele conta que uma empresa teve a ideia de fazer tours virtuais pelos escritórios nas casas de seus colaboradores. Alguns apresentaram as lembranças que mantêm por perto, como desenhos feitos pelos seus filhos. Isso proporcionou uma conexão pessoal que não teria sido possível se todos estivessem no escritório.</p>
<p>Além do sentimento de pertencimento, a entrevista destacou  a questão dos introvertidos, cujas vozes tendem a ser esquecidas em um ambiente de grupo. Como muitas empresas têm percebido, várias das reuniões que faziam presencialmente não eram tão necessárias assim. E nessas reuniões os introvertidos geralmente saíam calados.</p>
<p>Grant sugere que este seria um bom momento para nossas empresas avançarem para um trabalho individual mais independente. Isso, de acordo com ele, é “a melhor abordagem se você deseja gerar muitas boas ideias em grupos”. Uma prática recomendada pelo psicólogo é a de pedir a todos do time para escrever ideias e as enviar a seus líderes que, por sua vez, as revisarão.</p>
<h2>Desafio para líderes</h2>
<p>Questionado se este seria um momento particularmente desafiador para líderes, Grant diz que o momento é ótimo para que eles sejam mais ativos quando se trata de planejamento. “Onde os líderes podem precisar ser um pouco mais práticos é descobrir como estão as pessoas no dia a dia. Este é um lugar onde os líderes têm a oportunidade de aprender”, fala.</p>
<p>Ele sugere que neste momento líderes podem dar um passo atrás e dizer: &#8220;Eu nem sempre aprendi tanto sobre os valores, interesses, pontos fortes, motivações de meus funcionários como deveria, e qual tempo melhor do que agora?&#8221;. Ainda, esta é a hora para líderes darem aos seus colaboradores mais controle e, quem sabe, descobrirem que podem confiar neles para gerenciar seus próprios horários.</p>
<p>Para Grant, tudo isso é também uma oportunidade para a liderança ser flexível e compassiva. Como ele diz, ninguém optou passar por isso, mas enquanto tivermos que enfrentar toda essa situação, como líderes podemos refletir: &#8220;Se eu impor menos controle sobre os horários e planos das pessoas, isso me ensinará se eu posso confiar nelas ou não &#8220;.</p>
<p>O psicólogo comenta ainda que líderes podem aproveitar a situação e deixar que funcionários façam algumas escolhas. Dessa maneira, eles sentirão um maior senso de lealdade e retribuirão a confiança que demonstram.</p>
<h2>Desafio do equilíbrio entre vida pessoal e trabalho</h2>
<p>O mito do equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. É assim que Grant se refere quando perguntado como o tal equilíbrio funciona em uma crise como a que estamos vivendo. “Se você se preocupa com sua família e se preocupa com seu trabalho, e também deseja priorizar saúde, amizades e hobbies, a ideia de que você possa ter um dia em que todas essas coisas estejam em perfeita harmonia é histericamente engraçada, se não errada”, fala na entrevista.</p>
<p>Ele comenta que, em sua visão, a maneira mais realista de gerenciar a crise é a de, ao invés de pensarmos no equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, pensarmos em ritmo de trabalho e vida pessoal. Grant conta que o equilíbrio para ele acontece de semana em semana, quando dedica dois dias totalmente focados no trabalho e, por exemplo, dois dias em que está no modo família.</p>
<h2>Desafio de aprender com a pandemia</h2>
<p>“Sendo tão ansiosos para voltar ao normal, depois de passar por essa longa crise, como podemos garantir que aprendemos com essa experiência?”, foi a pergunta do entrevistador. Grant sugere que quando tudo voltar ao normal, as pessoas sejam ouvidas para que compartilhem experiências e falem sobre o que funcionou e o que não funcionou para elas.</p>
<p>Ele destaca que a melhor maneira de aprendermos é sempre pelas experiências vividas e compartilhadas. Portanto, quando tudo passar, Grant deixa a sugestão de que possamos continuar evoluindo com relação ao que pensávamos serem nossas melhores práticas.</p>
<p>Segundo ele, vários estudos já estão sendo feitos neste sentido. Um deles é sobre o efeito de ter que trabalhar em casa com a produtividade em uma escala nunca antes testada. Ao final, aprenderemos também sobre o que acontece com a criatividade e conexão das pessoas quando a interação presencial não é possível.</p>
<h2>Por fim: o que esperar do mundo do trabalho e quais são as lições positivas?</h2>
<p>Grant cita o que muitos outros estudiosos também comentam, que é o fato de que veremos mais empregadores dando flexibilidade aos seus empregados para trabalharem em casa. Para ele, os líderes acabarão descobrindo que o home office traz ganhos de produtividade.</p>
<p>Com relação ao estresse pós traumático, em um nível individual cada um tem uma resposta ao trauma, e o crescimento se dá quando percebemos que melhoramos de alguma maneira. “Pode ser um senso intensificado de força pessoal; pode ser um sentimento mais profundo de gratidão; pode ser encontrar um novo significado ou investir mais em relacionamentos”, esclarece.</p>
<p>E você, o que acha que conseguiremos extrair de positivo de toda a situação que vivemos? Escreva um comentário e compartilhe sua opinião conosco. Não deixe também de <a href="http://www.weforum.org/agenda/2020/04/here-s-how-coronavirus-has-changed-the-world-of-work-covid19-adam-grant/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">ler ou ouvir a entrevista completa sobre o mundo do trabalho pós-pandemia</a>.</p>
<p>Para mais artigos como este, acesse o <a href="https://www.glicfas.com.br/glicando/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Glicando, o blog da Glic Fàs</a>.</p>
<p>Créditos imagem: Pixabay por congerdesign</p>
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		<title>Como a publicidade ficará muito mais pessoal &#8211; e depois desaparecerá completamente</title>
		<link>https://glicfas.com.br/como-a-publicidade-ficara-muito-mais-pessoal-e-depois-desaparecera-completamente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Freitas Camargo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Apr 2020 14:17:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Tendências]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A publicidade de hoje é diferente daquela de anos atrás. Como a personalização muda nossa maneira de fazer compras e o que esperar do futuro?</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Estamos na era da personalização. Desenvolvemos produtos e oferecemos serviços voltados para a dor do cliente. Elaboramos projetos específicos e criamos softwares centrados no ser humano.</p>
<p>Empresas que lidam com empresas (B2B) hoje entendem que, na verdade, a comunicação não é mais business to business, mas sim personalizada em human to human (isto é, de um humano para outro humano). Seguindo a linha de raciocínio, todo o marketing também mudou.</p>
<p>Do marketing invasivo, hoje temos o inbound marketing. Trata-se de uma estratégia de atrair a atenção dos clientes em potencial &#8211; por meio da criação de conteúdo -, antes que eles estejam prontos para comprar.</p>
<p>Ao contrário do outbound marketing, pelo qual os profissionais de marketing tentam encontrar clientes, o inbound chama a atenção de possíveis clientes e torna a empresa fácil de ser encontrada.</p>
<p>Se é assim com o marketing, é assim também com um de seus componentes, a <a href="https://www.glicfas.com.br/publicidade-tradicional-publicidade-digital/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">publicidade</a>, que também tem se tornado mais pessoal.</p>
<h2>Panorama da publicidade</h2>
<p>Peter H. Diamandis, em seu artigo cujo título é “<a href="https://singularityhub.com/2020/02/12/heres-what-the-future-of-advertising-will-look-like-spoiler-its-a-little-creepy/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">How Advertising Will Get Way More Personal—and Then Vanish Completely</a>” conta que hoje, menos de duas décadas da chegada da internet, temos Google e Facebook gerando mais dólares em publicidade do que todas as mídias impressas existentes em nosso planeta.</p>
<p>“Em 2017, a receita da campanha publicitária do Google totalizou mais de US $ 95 bilhões, enquanto o Facebook alcançou mais de 39 bilhões. Em conjunto, isso representa aproximadamente 25% de todas as despesas com publicidade global”, enfatiza.</p>
<p>Uma outra forma de explicar isso é dizendo que toda a indústria de publicidade tradicional foi virtualmente substituída pelo marketing de mídia social em menos de quinze anos. Um dos motivos? A publicidade na internet passou a ser direcionada individualmente de acordo com nossos gostos, o que desejamos, quem são nossos amigos e onde nós (e eles) clicamos todos os dias.</p>
<p>Um exemplo bem simples é quando pesquisamos algo no Google e segundos depois o produto aparece em banners em páginas da internet e em anúncios em redes sociais.</p>
<p>Mas, a publicidade está indo além.</p>
<h2>Publicidade no mundo virtual</h2>
<p>Sim, já temos um mundo virtual. Graças às tecnologias de realidade aumentada e realidade virtual podemos expandir o ambiente real ou entrar em um mundo digital. E a publicidade pode fazer proveito disso.</p>
<p>Com aplicativos de realidade aumentada, por exemplo, empresas conseguem engajar clientes e futuros clientes colocando seus produtos dentro de suas casas (a Ikea tem um aplicativo que o usuário consegue visualizar como ficaria um móvel em um ambiente de seu lar).</p>
<p>É possível, ainda, criar um outro cenário. O autor do artigo mencionado sugere o seguinte: imagine que na casa de um amigo você coloque seus óculos de realidade virtual. Vocês estão na cozinha e, enquanto conversam, você olha para os novos armários nas paredes. Os sensores nos óculos rastreiam o movimento dos olhos e, assim, uma <a href="https://www.glicfas.com.br/inteligencia-artificial-empregabilidade/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Inteligência Artificial</a> consegue saber para onde seu foco é direcionado.</p>
<p>Por meio do histórico de pesquisas, a IA também sabe que você quer reformar a cozinha. Como suas preferências de recomendação inteligentes estão ativadas, os preços dos móveis e as opções de design e de cores preenchem seu campo de visão. “É uma nova forma de publicidade: uma extensão de compras sem atrito ou um novo tipo de spam”, brinca Diamandis.</p>
<p>Parece futurista demais? Se você acha que sim, saiba que já existe atualmente uma versão inicial dessa realidade. Conhecido como &#8220;pesquisa visual&#8221;, o recurso está disponível em várias empresas. Por exemplo, graças a uma parceria entre o Snapchat e a Amazon, o usuário pode apontar a câmera de um aplicativo para um objeto e obter um link que mostre o produto ou algo semelhante disponível para compra.</p>
<h3>Outros exemplos</h3>
<p>O Pinterest também possui diversas ferramentas de pesquisa visual, como o Shop the Look, que pontilha todos os objetos em uma foto. <a href="https://business.pinterest.com/pt-br/shop-the-look-pins" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Conforme explicado no site da empresa</a>: “com o Shop the Look, as pessoas podem ver e comprar produtos diretamente nos Pins de moda e decoração, e num instante, transformar uma inspiração em realidade. Os Pins têm pontinhos brancos que marcam as peças e acessórios usados no look. Para comprar, basta tocar nos pontos que aparecem em cada item”.</p>
<p>A Google também desenvolveu algo nesse sentido com o Google Lens. Lançado em 2017, o aplicativo é um mecanismo de pesquisa visual geral. Ele possui diversas funções, como identificação de objetos e lugares, disponibilização de informações sobre o item pesquisado, comparação de preços, tradução de textos, verificação de códigos de barras e QR Codes, entre outras.</p>
<p>Esses foram apenas dois exemplos, mas toda essa competição de busca visual acelerou o desenvolvimento da tecnologia, aumentando as taxas de adoção do consumidor. Nas palavras de Diamandis, “à medida que mais pessoas usam esses sistemas, mais dados são devolvidos à IA que os executa. No outono de 2018, esse ciclo de feedback levou as pesquisas visuais a um bilhão de consultas por mês. Praticamente todas as marcas globais estão se preparando para um mundo de ‘apontar, disparar e fazer compras’&#8221;.</p>
<h2>E o que acontece quando você não toma mais suas decisões de compra?</h2>
<p>Seja no passado ou agora, a publicidade sempre teve o mesmo objetivo: vender. Mas, segundo o autor, o fim da publicidade acontecerá quando não possuirmos o poder de decisão de compra.</p>
<p>É o que ocorrerá se tivermos uma máquina que ouça nossos pedidos. Por exemplo, se você precisar de uma pasta de dentes e avisar para a máquina, o que ela fará?</p>
<p>O autor explica, dizendo que em questões de nanosegundos a inteligência considerará as formulações moleculares de todas as opções disponíveis, seu custo, a pesquisa que apoia as alegações de clareamento dos dentes, e avaliará seu genoma para determinar a formulação de sabor com maior probabilidade de formigar seu paladar. Em seguida, a IA faz uma compra para você. Simples assim.</p>
<p>“Dando um passo adiante, no futuro, você nunca precisará pedir creme dental. A inteligência monitorará seu suprimento de itens consumidos regularmente &#8211; de café, chá e leite de amêndoas a pasta de dente, desodorante e todo o resto &#8211; e solicitará suprimentos antes que você perceba o que precisa ser reabastecido”, prevê Diamandis.</p>
<p>Colocando em outros termos: chegará o dia em que a Inteligência Artificial assumirá a maioria de nossas decisões de compra, surpreendendo-nos continuamente com produtos e serviços que nem sabíamos que estávamos precisando.</p>
<p>“Ou, se a surpresa não lhe agrada, basta desativar esse recurso e optar por algo chato e sério. De qualquer forma, é uma mudança que ameaça os anunciantes tradicionais, oferecendo benefícios consideráveis ao consumidor”, escreve o autor.</p>
<p>O que você acha disso? Acredita que estamos perto deste futuro ou ainda falta um bom tempo? Deixe um comentário e compartilhe sua opinião conosco. Para mais artigos, acesse o <a href="https://www.glicfas.com.br/glicando/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Glicando, o Blog da Glic Fàs</a>.</p>
<p>Créditos imagem: Unsplash por Joe Yates</p>
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		<title>O que uma inteligência artificial pensa sobre o ano de 2020?</title>
		<link>https://glicfas.com.br/o-que-uma-inteligencia-artificial-pensa-sobre-o-ano-de-2020/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Freitas Camargo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Apr 2020 11:00:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Tendências]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A inteligência artificial é capaz de prever o futuro? O que, então, ela nos diz sobre 2020 (e o que já nos avisou até agora)?</p>
<p>O post <a href="https://glicfas.com.br/o-que-uma-inteligencia-artificial-pensa-sobre-o-ano-de-2020/">O que uma inteligência artificial pensa sobre o ano de 2020?</a> apareceu primeiro em <a href="https://glicfas.com.br">Glic Fàs</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Praticamente duas semanas antes da Organização Mundial da Saúde (OMS) ir à público para alertar sobre o surto de coronavírus, uma empresa canadense de <a href="https://www.glicfas.com.br/inteligencia-artificial-empregabilidade/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Inteligência Artificial</a> (IA) &#8211; a BlueDot &#8211; já estava dando o alarme.</p>
<p>A BlueDot usa algoritmos baseados em IA para analisar informações de várias fontes a fim de identificar surtos de doenças e prever como elas podem se espalhar. Em 31 de dezembro de 2019 eles enviaram um aviso aos seus clientes para evitar Wuhan, cidade de onde o vírus se originou. Foi somente em 9 de janeiro que a OMS enviou um aviso público semelhante.</p>
<p>As informações acima foram extraídas do artigo &#8220;<a href="https://singularityhub.com/2020/02/05/how-ai-helped-predict-the-coronavirus-outbreak-before-it-happened/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">How AI Helped Predict the Coronavirus Outbreak Before It Happened</a>&#8220;. Essa história – conforme descreve o autor, Marc Prosser – é o exemplo mais recente de como podemos utilizar a Inteligência Artificial para ajudar-nos a fazer previsões e, consequentemente, darmos uma resposta mais eficaz às ameaças.</p>
<p>Será que isso tudo nos mostra que a Inteligência Artificial realmente nos ajudará a prever o futuro (e a melhorá-lo)?</p>
<h2>Inteligência Artificial como ferramenta para prever pandemias</h2>
<p>No exemplo da BlueDot, a empresa utiliza processamento de linguagem natural e machine learning para procurar por fontes de informação (e isso inclui a análise de 100 mil notícias em 65 idiomas por dia).</p>
<p>Prosser escreve que os dados são comparados com os registros de voo para ajudar a prever os padrões de surto de vírus. “Depois que a pesquisa automatizada de dados é concluída, os epidemiologistas verificam se as descobertas fazem sentido do ponto de vista científico e os relatórios são enviados aos clientes da BlueDot, que incluem governos, empresas e organizações de saúde pública”, escreve.</p>
<p>O mesmo caso de descoberta do coronavírus pela IA foi descrito em artigo na Forbes, com o título &#8220;<a href="https://www.forbes.com/sites/cognitiveworld/2020/03/19/how-artificial-intelligence-can-help-fight-coronavirus/#6f724e0e4d3a" target="_blank" rel="noopener noreferrer">How Artificial Intelligence Can Help Fight Coronavirus</a>&#8220;. O texto traz uma citação de Sergey Young, fundador do Longevity Vision Fund: “A inteligência artificial e a ciência genética aplicada estão tornando mais fácil, rápido e barato entender como o vírus se espalha, como gerenciá-lo e como conter seus efeitos devastadores”.</p>
<p>Ainda sobre a crise da pandemia, o Prof. Andrew Hopkins sugere que a AI pode ser usada de três maneiras [<a href="https://www.bbc.com/news/technology-51851292" target="_blank" rel="noopener noreferrer">fonte</a>]:</p>
<ul>
<li>Para desenvolver rapidamente anticorpos e vacinas para o vírus Covid-19;</li>
<li>Para examinar os medicamentos existentes para ver se algum poderia ser reaproveitado;</li>
<li>Para projetar um medicamento para combater os surtos atuais e futuros de coronavírus.</li>
</ul>
<p>E além da BlueDot, outras empresas também estão usando abordagens orientadas por dados para rastrear a disseminação de tipos como o coronavírus. Em seu artigo, Prosser conta que os pesquisadores treinaram redes neurais para prever a propagação de doenças infecciosas em tempo real. Outros estão usando algoritmos de IA para identificar como medidas preventivas podem ter um maior efeito.</p>
<p>Mas, se a Inteligência Artificial é capaz de prever pandemias e seu curso, o que mais ela pode nos dizer sobre o futuro?</p>
<h2>Inteligência Artificial e as previsões para o futuro</h2>
<p>A Inteligência Artificial pode ter previsto uma epidemia, mas dentro das empresas, como a tecnologia é empregada?</p>
<p>Em 2019, 53% dos dados e análises globais estabelecidos pelos tomadores de decisão anunciaram que a Inteligência Artificial está em funcionamento ou em pleno desenvolvimento dentro de suas empresas. Os dados são extraídos de empresas da Fortune 500, e estão compilados em um <a href="https://www.forbes.com/sites/gilpress/2019/11/22/top-artificial-intelligence-ai-predictions-for-2020-from-idc-and-forrester/#f101b83315a1" target="_blank" rel="noopener noreferrer">estudo da Forrester</a>.</p>
<p>E para saber o impacto da Inteligência Artificial no mundo, um artigo publicado em <a href="https://worldin.economist.com/edition/2020/article/17521/artificial-intelligence-predicts-future" target="_blank" rel="noopener noreferrer">The Economist </a>apresenta uma “conversa” entre Tom Standage (editor adjunto do The Economist e do The World in 2020) e uma IA chamada GPT-2, criada pela OpenAI, uma equipe de pesquisa.</p>
<p>O GPT-2 é um &#8220;modelo de linguagem não supervisionada&#8221; treinado usando 40 gigabytes de texto da Internet.</p>
<h3>Perguntas para a IA</h3>
<p>Dentre as perguntas está sobre quais tecnologias vale a pena ficar de olho em 2020. Conforme a IA, é difícil restringir a lista.</p>
<p>“O mundo está cheio de <a href="https://www.glicfas.com.br/como-lidar-com-a-disrupcao/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">tecnologias disruptivas</a> com impactos globais reais e potencialmente enormes. O mais importante é a Inteligência Artificial, que está se tornando exponencialmente mais poderosa. Há também o desenvolvimento de carros autônomos. Há muito que podemos fazer com IA para melhorar o mundo”.</p>
<p>Standage perguntou também sobre fake news, questionando se as notícias falsas geradas pela IA representam uma ameaça à democracia e se serão usadas nas eleições presidenciais americanas de 2020.</p>
<p>A Inteligência Artificial respondeu que sim, sendo apenas uma questão de quando. Saindo do campo da tecnologia, a pergunta foi sobre a guerra comercial entre a China e os Estados Unidos em 2020.</p>
<p>“Acredito que o resultado mais provável é que veremos um mundo mais competitivo com a China como um ator importante. Ao mesmo tempo, veremos uma relação mais equilibrada entre os Estados Unidos e a China, especialmente com relação a questões como política comercial”, respondeu a GPT-2.</p>
<p>Sobre as perspectivas econômicas, a IA respondeu que as perspectivas para a economia do Reino Unido são incertas, mas a economia americana é muito forte. A frase utilizada foi “acho que teremos muita turbulência na economia mundial”.</p>
<p>Sobre outras previsões para 2020: “Eu não sou futurista, mas acho que haverá uma mudança política significativa. Penso que haverá grandes mudanças na UE, principalmente se os britânicos partirem. E provavelmente haverá grandes mudanças na China”.</p>
<h2>Pontos finais</h2>
<p>A entrevista de Tom Standage com a Inteligência Artificial aconteceu em 2019 e, portanto, como hoje sabemos aconteceram outras coisas que mudaram completamente o cenário.</p>
<p>Conforme escreve Marc Prosser, “o fato de o BlueDot ter conseguido identificar corretamente o coronavírus, em parte devido à sua tecnologia de IA, ilustra que os sistemas de computadores inteligentes podem ser incrivelmente úteis para nos ajudar a navegar por incertezas”.</p>
<p>O autor também ressalta algo importante. Esse “poder” da Inteligência Artificial não significa – pelo menos não ainda &#8211; que a IA chegou em um ponto em que faz tudo por si mesma. Justamente por isso que a própria BlueDot emprega especialistas humanos para validar as descobertas da IA.</p>
<p>E você, o que acha do poder da Inteligência Artificial para prever o futuro? Com enxerga a importância da tecnologia para sua empresa? Para ir mais a fundo no tema, deixamos abaixo os links para os principais artigos de onde retiramos as informações para este post:</p>
<ul>
<li><a href="https://singularityhub.com/2020/02/05/how-ai-helped-predict-the-coronavirus-outbreak-before-it-happened/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">How AI Helped Predict the Coronavirus Outbreak Before It Happened</a></li>
<li><a href="https://singularityhub.com/2020/02/13/this-is-what-an-ai-said-when-asked-to-predict-the-year-ahead/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">This Is What an AI Said When Asked to Predict the Year Ahead</a></li>
<li><a href="https://worldin.economist.com/edition/2020/article/17521/artificial-intelligence-predicts-future" target="_blank" rel="noopener noreferrer">An artificial intelligence predicts the future</a></li>
<li><a href="https://readwrite.com/2020/03/04/artificial-intelligence-forecasts-for-2020/?__cf_chl_jschl_tk__=b972d382f7690a26bbbba28f3b81a95aec2d8a32-1585397829-0-AZS1c334kQKh_cjWbV5i8Nr2gwaBGsuecn8LZ7feJS47g7UUKUgObCJxFRGHfT8ecYza-v1aTSI_HB-_FmIX0wvXjK5KkAOCoXLfT3o_ScLB-d4B5pEoDJmMLWgIbssqS9HhmCGURw7w8iTRAsxhMK_CBQGGKryGp4IfJPGgpgnbSpmfVCs8CAHBd_YODAjJ6oWoDejAqUvgwb5JM5aFUmoRaInfWMdNRlXicrgWtBnxifixmrN5XuTi_0ZSfcqn6LS0Yw31RKU5OLiua0UdeOVGMCPyOmlAIvEo48hwQx-lXXi7iRyj7Stgz4LjORZnuFvEGk4qol_ze27EwmghPbsKSX1QbJM2EaXkz79zdF-oVJMxqnUn-_IGwenItQjuKHDmw-MQ7w4h2F_O-sGZKYw" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Artificial Intelligence: Forecasts for 2020</a></li>
</ul>
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<p>Créditos imagem: Unsplash por Michael Dziedzic</p>
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