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	<title>TagsEmpresas familiares|Sucessão feminina nas empresas familiares &#8226; Glic Fàs</title>
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	<description>Consultoria em gestão de negócios, projetos e riscos</description>
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		<title>Mulheres nas empresas familiares: características da sucessão feminina</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata Freitas Camargo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Aug 2018 03:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Família empresária]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão de negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas familiares|Sucessão feminina nas empresas familiares]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As mulheres nas empresas familiares têm se destacado em cargos de comando. Conheça as características que o DNA feminino leva para o negócio.</p>
<p>O post <a href="https://glicfas.com.br/mulheres-nas-empresas-familiares/">Mulheres nas empresas familiares: características da sucessão feminina</a> apareceu primeiro em <a href="https://glicfas.com.br">Glic Fàs</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>“Nos próximos cinco anos, é provável que aconteça a maior transferência de riqueza entre gerações já vista na história da economia moderna. Grande parte dessa riqueza assumirá a forma de ações em empresas familiares. Por essa razão, uma abordagem mais sólida de planejamento sucessório é uma prioridade-chave para todo o segmento de empresas familiares – e para as economias que elas ajudam a sustentar.”</p></blockquote>
<p>O parágrafo foi extraído de uma <a href="https://www.pwc.com.br/pt/setores-de-atividade/empresas-familiares/2017/tl_pgef_17.pdf" target="_blank" rel="noopener">pesquisa</a> sobre empresas familiares conduzida pela PwC em 2016 e divulgada em 2017. De acordo com o estudo – realizado em 50 países com os maiores tomadores de decisão de organizações familiares cujo faturamento vai de US$ 5 milhões a US$ 1 bilhão – 67% dos participantes no Brasil e 77% no mundo acreditam que seus negócios ajudam a estabilizar a economia.</p>
<p>A PwC também concluiu que 43% das empresas familiares entrevistadas não têm plano de sucessão, sendo que apenas 12% consegue chegar à terceira geração. Se você é leitor do blog da Glic Fàs já sabe o quanto batemos na tecla da importância do <a href="https://www.glicfas.com.br/blog/planejamento-sucessorio/" target="_blank" rel="noopener">planejamento sucessório</a> em negócios familiares, especialmente para garantir a perenidade do negócio.</p>
<p>Ao tratarmos da sucessão, é ainda comum pensarmos exclusivamente no sucessor homem como a pessoa que assumirá o comando dos negócios, mesmo quando ele não tem interesse ou competências para abraçar o cargo e a empresa. Em pleno século XXI, já passou da hora de colocarmos mulheres e homens no mesmo nível de interesse e análise de competências para o processo de sucessão.</p>
<h2>Mulheres nas empresas familiares</h2>
<p>A mobilização feminina por justiça começou no século passado, na década de 50, mas somente há poucos anos passamos a ver mulheres despontando na sucessão de empresas familiares. Por exemplo, Elena Ford, tataraneta de Henry Ford (o fundador da Ford Motor Company em 1903), foi a primeira mulher da família Ford a ocupar um cargo de alto comando na companhia, sendo eleita como vice-presidente em 2013.</p>
<p>No Brasil temos exemplos de sucesso quando o assunto é sucessão das mulheres nas empresas familiares. Um deles vem de Luiza Trajano, da rede de lojas Magazine Luiza. A loja foi fundada em 1957 pelos tios de Luiza, mas foi nas mãos da atual CEO que o empreendimento saiu do interior de São Paulo e ganhou o Brasil.</p>
<p>Luiza Trajano assumiu o comando da companhia em 1991. Seu trabalho na direção, especialmente os resultados conquistados, provenientes de uma gestão profissionalizada, a colocaram como uma das mulheres mais influentes do Brasil em 2004, de acordo com a <a href="https://www.forbes.com#4d131b866a04" target="_blank" rel="noopener">Revista Forbes</a>.</p>
<p>Ainda sobre exemplo de mulheres nas empresas familiares, o DNA feminino garantiu a transformação da Dudalina. Foi na gestão de Sônia Regina Hess, sexta filha do casal de fundadores, que a empresa passou a ser conhecida no país pela sua linha de alto padrão de camisas femininas.</p>
<p>A Dudalina foi fundada em 1957, na cidade de Luís Alves, SC, por Duda Hess de Souza e Adelina Clara Hess de Souza. Sônia assumiu o comando da empresa em 2003 e ocupou o cargo de CEO até 2015. Pelas suas mãos, a Dudalina transformou-se em uma marca de moda, passando a ser a maior camisaria da América Latina<span style="font-size: 11.5pt;"><span style="background: white;"><span style="line-height: 107%;"><span style="color: #333333;">.</span></span></span></span></p>
<h2>O comando das mulheres nas empresas familiares</h2>
<p>A EY realizou uma <a href="https://www.ey.com/en_gl" target="_blank" rel="noopener">pesquisa</a> com 525 empresas familiares do mundo, incluindo o Brasil. O estudo cita que:</p>
<blockquote><p>“Existe uma grande quantidade de pesquisas para demonstrar que ter mulheres em cargos estratégicos e de liderança faz sentido econômico para as empresas. Tem sido demonstrado de forma consistente em vários estudos que mais mulheres na liderança significam melhor desempenho financeiro e geral.”</p></blockquote>
<p>O estudo aponta algumas características observadas quando o assunto é mulheres nas empresas familiares. Talvez o que mereça maior destaque seja o pensamento em longo prazo. Como comentamos inclusive em <a href="https://www.glicfas.com.br/blog/vantagem-da-empresa-familiar/" target="_blank" rel="noopener">outro artigo da Glic Fàs</a>, a <a href="https://www.glicfas.com.br/blog/vantagem-da-empresa-familiar/" target="_blank" rel="noopener">visão de longo prazo é uma vantagem de empresas familiares</a>. <strong>Mulheres tendem a priorizar a sustentabilidade e o crescimento de longo prazo em detrimento de ganhos de curto prazo, enquanto homens costumam ser mais imediatistas</strong>.</p>
<p>Foi observado também que <strong>mulheres nas empresas familiares apoiam a inclusão no negócio</strong>, pois elas mesmas um dia não se sentiram incluídas. Negócios familiares devem equilibrar os interesses da família com as necessidades do negócio, enfatizando a coesão, a inclusão e o compromisso com o bem-estar e a riqueza da família e da empresa. Resumindo, as pessoas – e não apenas os lucros – são importantes. São estes pensamentos de coesão, inclusão e equilíbrio que mulheres nas empresas familiares são mais propensas a levarem para o comando de seus negócios.</p>
<p>Outro ponto interessante observado pela EY, é que mulheres no comando são associadas com melhor desempenho corporativo. Segundo o estudo: <strong>“empresas com mais mulheres na liderança aumentam o foco em governança corporativa, responsabilidade corporativa, dinâmica de talentos e acuidade de mercado”</strong>.</p>
<h2>Concluindo</h2>
<p>A mulher moderna passou a escolher que papéis quer desempenhar. De mãe, esposa, empresária, líder. Atualmente o protagonismo feminino é muito discutido, mas em uma sociedade ainda machista como a latino-americana, é comum pensarmos em homens para assumir cargos de comandos.</p>
<p>Já temos diversos exemplos de grandes lideranças femininas pelo mundo afora, inclusive em setores antes visto como masculinos, como é o caso de Mary Barra, CEO da General Motors, Ginni Rometty, CEO da IBM e Safra Catz, CEO da Oracle. No Brasil, temos os exemplos de Paula Bellizia, CEO da Microsoft Brasil e Rachel Maia, CEO da Pandora Brasil.</p>
<p>As mulheres nas empresas familiares também estão ganhando espaço. Se no passado as filhas não eram vistas como capacitadas para assumir a sucessão, e somente eram lembradas para preencher cargos que ninguém queria, ou para ajudar no negócio, hoje vemos uma mudança de mentalidade.</p>
<p>Para encerrar, já que além de características de mulheres nas empresas familiares neste artigo abordamos a questão da sucessão, se você tiver interesse em aprofundar-se no tema, não deixe de ler outros dois posts:</p>
<ul>
<li><a href="https://www.glicfas.com.br/blog/planejamento-sucessorio/" target="_blank" rel="noopener">Planejamento sucessório: sua empresa na próxima geração</a></li>
<li><a href="https://www.glicfas.com.br/blog/sucessao-em-empresas-familiares/" target="_blank" rel="noopener">Sucessão em empresas familiares: o papel do fundador</a></li>
</ul>
<p>Caso queira ficar por dentro de outros artigos, acesse o <a href="https://www.glicfas.com.br/glicando/" target="_blank" rel="noopener">Glicando</a>, o blog da Glic Fàs. E se você gostou deste post, fique à vontade para compartilhá-lo com seus colegas.</p>
<p>Créditos imagem: Pixabay por Igor Link</p>
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