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	<title>TagsEmpresas familiares|Protocolo Familiar &#8226; Glic Fàs</title>
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	<description>Consultoria em gestão de negócios, projetos e riscos</description>
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		<title>Você conhece o Protocolo Familiar?</title>
		<link>https://glicfas.com.br/protocolo-familiar/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata Freitas Camargo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Jun 2018 03:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Família empresária]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão de negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas familiares|Protocolo Familiar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Protocolo Familiar é um instrumento jurídico que garante a proteção do patrimônio familiar, além de ser uma ferramenta de administração de conflitos.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]Família, propriedade e gestão. Essas são as <a href="https://www.glicfas.com.br/blog/negocio-familiar/" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #ff6600;">três dimensões</span></a> de uma empresa familiar e não raramente vemos uma verdadeira miscelânea entre elas. É comum também observarmos membros consanguíneos fazendo do negócio a extensão de suas casas. Com isso, o que era para ser uma organização de sucesso acaba sendo o local onde se lava roupa suja.</p>
<p>A falta de profissionalização da empresa familiar é oriunda de muitos fatores. O principal deles tem a ver com os conflitos internos de gestão, os quais são pautados pela <b>falta de boas práticas que ajudam os membros familiares a entenderem e respeitarem os direitos e deveres de todos os integrantes do negócio</b>.</p>
<p>No universo das organizações familiares existe um documento que confere as boas práticas para garantir o sucesso do legado da família. A esse documento dá-se o nome de <strong>Protocolo Familiar</strong>.</p>
<h3>O que é Protocolo Familiar?</h3>
<p>Também conhecido por Estatuto Familiar ou Constituição Familiar,<b> o Protocolo Familiar (ou, ainda, Protocolo da Família) estabelece regras de como a família deve se comportar com relação ao negócio que possui</b>. Trata-se de um instrumento fundamental para garantir a proteção do patrimônio, uma vez que é também uma ferramenta de administração de conflitos. Por isso, para muitos o Protocolo Familiar é visto como uma <b>ferramenta</b> <b>anticonflito</b>.</p>
<p>Para que você possa entender melhor, o Protocolo Familiar é um acordo escrito firmado entre os membros familiares, no qual é definida a conduta da família perante a empresa e a família em si. Conforme estabelece o <span style="color: #ff6600;"><a style="color: #ff6600;" href="http://conhecimento.ibgc.org.br/Lists/Publicacoes/Attachments/23658/Publicacao-IBGCPesquisa-ProtocoloFamiliar-2018.pdf" target="_blank" rel="noopener">IBGC</a></span> (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa):</p>
<blockquote><p>“O protocolo é um acordo estabelecido entre os familiares que segue preceitos do legado moral e do histórico ou da tradição do grupo. Ele constitui um instrumento importante que sustenta a relação entre os membros da família, a relação destes com seus negócios e seu patrimônio e sua evolução ao longo do tempo. Ele cria as condições necessárias para reforçar a coesão entre os sócios da empresa e preservar e transmitir o legado da família”.</p></blockquote>
<p>Constituído com o aceite de todos os familiares-sócios, o protocolo tem as seguintes funções:</p>
<ul>
<li>Garantir que o negócio familiar passe para a próxima geração com solidez;</li>
<li>Definir qual será a atuação da família e dos gestores, deixando claro os direitos e deveres de cada um na empresa;</li>
<li>Definir a postura dos membros familiares com relação à vida patrimonial;</li>
<li>Entre outras.</li>
</ul>
<h3>Temas abordados no Protocolo Familiar</h3>
<p>Basicamente, o Protocolo Familiar deve abordar questão como:</p>
<ul>
<li>Definição de regras de distribuição de lucros aos familiares-sócios, bem como a sistemática de aporte de capital;</li>
<li>Definição das regras para atuação de familiares na gestão;</li>
<li>Estabelecimento do regulamento de práticas e comportamentos em relação à empresa e a seus ativos;</li>
<li>Definição de como a família irá portar-se perante conflitos;</li>
<li>Entre outras.</li>
</ul>
<p>O conteúdo abordado no Protocolo Familiar é fruto do diálogo dos membros da família. Isso significa que não existe um modelo preestabelecido para elaboração do documento. Contudo, conforme apontado pelo <span style="color: #ff6600;"><a style="color: #ff6600;" href="http://conhecimento.ibgc.org.br/Lists/Publicacoes/Attachments/23658/Publicacao-IBGCPesquisa-ProtocoloFamiliar-2018.pdf" target="_blank" rel="noopener">IBGC</a></span>, é recomendável que o protocolo aborde questões como:</p>
<ul>
<li>Princípios e valores da família;</li>
<li>Critérios para definir quem pode trabalhar na empresa;</li>
<li>Processos e estruturas de governança familiar;</li>
<li>Estilos de vida a serem exibidos pelos familiares;</li>
<li>Remuneração dos familiares que trabalham na empresa;</li>
<li>Uso de bens e serviços da empresa;</li>
<li><a href="https://www.glicfas.com.br/blog/voce-sabe-o-que-e-pensamento-estrategico-e-como-ele-pode-mudar-o-rumo-da-sua-empresa/" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #ff6600;">Visão de futuro</span></a>;</li>
<li>Critérios para definir quem pode se tornar sócio;</li>
<li>Sucessão dos líderes do negócio (recomendamos a leitura do artigo <a href="https://www.glicfas.com.br/blog/sucessao-em-empresas-familiares/" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #ff6600;">Sucessão em empresas familiares: o papel do fundador</span></a>);</li>
<li>Regras para a saída da sociedade/venda de participação;</li>
<li>Regimes de casamento a serem adotados;</li>
<li>Separação de papéis;</li>
<li>Gerenciamento de conflitos entre os familiares;</li>
<li>Preparação das novas gerações – sócios, gestores, administradores;</li>
<li>Registro da memória da família;</li>
<li>Distribuição de dividendos/lucros.</li>
</ul>
<h3>Protocolo Familiar no Brasil (uma visão do IBGC)</h3>
<p>O IBGC <span style="color: #ff6600;"><a style="color: #ff6600;" href="http://conhecimento.ibgc.org.br/Lists/Publicacoes/Attachments/23658/Publicacao-IBGCPesquisa-ProtocoloFamiliar-2018.pdf" target="_blank" rel="noopener">realizou uma pesquisa</a></span> com sete famílias empresárias de um total de 62 (os critérios de seleção estão elencados em <strong>Protocolo Familiar: Aspectos da relação Família e negócios</strong>), e trabalhou com três eixos:</p>
<ul>
<li>Eixo 1 Valores da família</li>
<li>Eixo 2 Protocolo familiar</li>
<li>Eixo 3 Temas da relação família e empresa</li>
</ul>
<p>Para este artigo, nos focaremos no segundo eixo. De acordo com a pesquisa, das sete famílias, uma estava trabalhando no desenvolvimento do Protocolo Familiar, três possuem um protocolo vigente, enquanto que o mesmo número de empresas não possui o documento.</p>
<p>Ainda de acordo com a pesquisa, a principal barreira enfrentada pelas empresas familiares que já têm o protocolo desenvolvido, ou por aquela está com o documento em fase de elaboração, diz respeito à dificuldade de se obter consenso entre os membros. Esse fator é ainda mais intensificado quando existem membros de diferentes gerações.</p>
<p>No entanto, se o processo de elaboração do documento requer ultrapassar algumas barreiras, os representantes das famílias empresárias também apontaram os benefícios percebidos com o Protocolo Familiar. Dentre eles está o fato de que as discussões contribuíram para o “aprofundamento dos conhecimentos dos diferentes membros da família envolvidos nas discussões quanto à governança corporativa”. Além disso, “o trabalho conjunto contribuiu para o maior entrosamento entre os membros da família”.</p>
<p>Foram percebidos também benefícios como clareza de papéis, fortalecimento do conselho de família e dos princípios orientadores da família, melhora nas reflexões sobre expectativas para o futuro da empresa, entre outros.</p>
<h3>Minha empresa precisa elaborar o Protocolo Familiar: como proceder?</h3>
<p>Como você deve ter percebido, o <b>Protocolo Familiar é aconselhável a todas as famílias empresárias que desejam manter tanto a harmonia familiar quanto a sobrevivência do legado</b>. Conforme destacamos, não existe um modelo a ser seguido para a elaboração do documento, uma vez que cada família tem suas necessidades específicas. Todavia, é essencial que todas as gerações estejam envolvidas no processo de elaboração.</p>
<p>É indicado que a discussão inicie com questões como “Onde estamos? Para onde queremos ir? Quais os objetivos da família”. Esse alinhamento inicial é fundamental para dar um primeiro direcionamento.</p>
<p>Embora não seja obrigatório, <b>recomenda-se que o Protocolo Familiar seja desenvolvido com a ajuda de profissionais externos</b>, os quais levarão neutralidade ao processo. Isso porque para a elaboração do documento será necessário o consenso entre todos os envolvidos e, para isso, é preciso garantir que o ambiente tenha uma comunicação fluída, respeitosa e focada no negócio em si e nos objetivos a serem atingidos em longo prazo.</p>
<p>Destacamos ainda que o protocolo não é um documento escrito em pedra. Portanto, ele deve ser elaborado com uma vigência definida. Isso garantirá que eventuais novas circunstâncias sejam sempre atendidas pelo Protocolo Familiar.</p>
<p>Caso queira saber mais sobre o assunto, <a href="https://www.glicfas.com.br/#contato"><span style="color: #ff6600;">entre em contato</span></a> conosco. Aproveite que está aqui e visite o <a href="https://www.glicfas.com.br/#glicando" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #ff6600;">Glicando</span></a>, o blog da Glic Fàs, onde disponibilizamos diversos outros artigos sobre empresa familiar. E se você gostou deste post, fique à vontade para compartilhá-lo com seus colegas. Até a próxima!</p>
<p>Créditos imagem: Pixabay por Aymanjed[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]</p>
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