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	<title>Arquivos Engenharia &#8226; Glic Fàs</title>
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	<description>Consultoria em gestão de negócios, projetos e riscos</description>
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		<title>Quais são as tendências na gestão de construção após a pandemia?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata Freitas Camargo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Apr 2021 11:00:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AWP]]></category>
		<category><![CDATA[BIM]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mais inovação e eficácia norteiam as tendências na gestão de construção. Entenda melhor neste artigo e veja como garantir o sucesso dos seus projetos.</p>
<p>O post <a href="https://glicfas.com.br/tendencias-na-gestao-de-construcao/">Quais são as tendências na gestão de construção após a pandemia?</a> apareceu primeiro em <a href="https://glicfas.com.br">Glic Fàs</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:black">A construção é um dos maiores segmentos do mundo em termos de valor, além de talvez ser o que mais impacta nossas vidas. Não é à toa que sempre que há uma crise os olhares de especialistas se voltam ao setor, pois é com base na sua recuperação que fazemos projeções econômicas, por exemplo.</span></p>
<p><span style="color:black">Assim como outros segmentos, o da construção têm enfrentado seus desafios. Nesse cenário, mais inovação e eficácia nos projetos norteiam as tendências na gestão de construção. Com uma demanda econômica reprimida por conta do que estamos vivendo, administrar o orçamento com sabedoria e cumprir com prazos de entrega cada vez mais curtos se traduzem em uma forte pressão.</span></p>
<p><span style="color:black">Tendo isso em vista, como garantir o sucesso do setor no futuro? Para encontrar a resposta, invista alguns minutos na leitura deste artigo.</span></p>
<h2><span style="color:black">Tendências na gestão de construção</span></h2>
<p><span style="color:black">Benjamin Breen &#8211; diretor executivo da Ásia-Pacífico e chefe de construção global do PMI – <a href="https://community.pmi.org/t5/the-official-pmi-blog/expert-advice-future-trends-in-managing-construction-projects/ba-p/85#_=_" target="_blank" rel="noopener">compartilhou três abordagens</a> que ele enxerga como tendências na gestão de construção. São elas:</span></p>
<h3><span style="color:black">1. Gerenciamento de projeto para minimizar os excessos de custo </span></h3>
<p><span style="color:black">Segundo a pesquisa <a href="https://www.pmi.org/-/media/pmi/documents/public/pdf/learning/thought-leadership/pulse/pulse-all-comparison-reports-final.pdf?v=dd7afb39-1fe0-4063-923f-11410463244d/?utm_medium=PMIOfficialBlog&amp;utm_campaign=PMIOfficialBlog&amp;utm_thm=Comms&amp;utm_content=PulseAllComparison" target="_blank" rel="noopener">Pulse of Profession</a> realizada pelo PMI, organizações de construção gastam uma média de US $ 127 milhões para cada US $ 1 bilhão gasto em projetos e programas devido ao fraco desempenho do projeto, em comparação com a média global de $ 114 milhões para cada $ 1 bilhão gasto.</span></p>
<p><span style="color:black">As principais causas para esses números, conforme a pesquisa, são planejamento inicial deficiente e mudança nas prioridades da organização. Por isso, o desenvolvimento de habilidades de projeto em toda a indústria requer muito mais atenção e coordenação por parte dos líderes organizacionais. </span></p>
<p><span style="color:black">Como opina Breen, os valores descobertos pela pesquisa sugerem desperdício tanto nas cifras como também em valor. O que fazer para reverter o cenário?</span></p>
<p><span style="color:black">Já que uma das principais causas para falhas em projetos são as mudança na prioridade, líderes de projeto capazes e experientes desempenham um papel inestimável. Isso porque eles possuem as competências necessárias para navegar pelas mudanças à medida que surgem, pois ajudam as equipes a dividir os projetos em partes gerenciáveis.</span></p>
<p><span style="color:black">Com relação ao planejamento inicial deficiente (apontado como outra causa para falha em projetos), ressaltamos que é no início <span style="background:white">que precisamos nos ater ainda mais ao plano estratégico da empresa para o projeto em questão. É a partir dos dados coletados e das análises iniciais que as instâncias decisórias possuem insumos para tomar decisões de prosseguir com o projeto, abortar ou efetuar uma reavaliação.</span> </span></p>
<p><span style="background:white"><span style="color:black">Colocando em outros termos, evita desperdício de tempo e dinheiro, uma vez que </span></span><span style="color:black">custo, cronograma e escopo terão sido estudados e avaliados antes que se perceba que é tarde demais.</span></p>
<h3><span style="color:black">2. Aproveite o potencial da tecnologia</span></h3>
<p><span style="color:black">Em seu texto, Breen comenta um <a href="https://www.mckinsey.com/business-functions/operations/our-insights/imagining-constructions-digital-future" target="_blank" rel="noopener">estudo da McKinsey</a>, o qual mostra que as empresas de construção e engenharia dobraram seus investimentos em tecnologia na última década para chegar a US $ 18 bilhões. A cifra inclui maior uso de tecnologias como impressão 3D, robótica e modularização para <a href="https://glicfas.com.br/melhorar-a-produtividade-por-que-e-importante-incentivar-folgas/" target="_blank" rel="noopener">aumentar a produtividade</a> e encurtar os prazos de projeto.</span></p>
<p><span style="color:black">No que tange à porcentagem de organizações que veem como alta prioridade o investimento em tecnologia para melhor habilitar o sucesso do projeto, a pesquisa Pulse of Profession constatou que essa é a realidade para 45% das empresas da construção (contra a média global de 53%). O Diretor do Conselho do PMI, Tejas Sura, destacou algumas tecnologias promissoras, incluindo recursos de realidade aumentada e <a href="https://glicfas.com.br/desmistificando-o-bim-building-information-modeling/" target="_blank" rel="noopener">Building Information Modeling (BIM)</a>, que dá aos profissionais de construção uma visão avançada sobre o projeto de edifícios e infraestrutura. </span></p>
<p><span style="color:black">Breen cita como exemplo o maior projeto de construção em andamento em Londres &#8211; a linha Elizabeth, uma expansão de mais de 100 km do famoso sistema de metrô da cidade. Como ele conta, todo o projeto foi mapeado em BIM, economizando centenas de milhões de libras ao adicionar maior precisão ao local onde os túneis foram cavados.</span></p>
<p><span style="color:black">Há ainda o uso de drones, que continuará a ser uma das tendências na gestão de construção. A tecnologia oferece muito mais usos do que apenas fotografia aérea para empreendimentos imobiliários e comerciais. Hoje em dia, os drones são usados também para o rápido mapeamento de grandes áreas em longas distâncias, produzindo valiosos mapas aéreos de calor e imagens térmicas. </span></p>
<p><span style="color:black">Além disso, para tomadas de decisões rápidas, o software de drone avançado fornece dados acionáveis em tempo real, agilizando ainda mais todo o processo de construção. Outro exemplo dado por Breen é o de empresas que usam a tecnologia para inspecionar projetos de uma distância segura.</span></p>
<p><span style="color:black">Sobre a realidade aumentada, também considerada como uma das tendências na gestão de construção, a tecnologia permite:</span></p>
<ul>
<li><span style="color:black">Medição automatizada de edifícios</span></li>
<li><span style="color:black">Visualização 3D de projetos futuros </span></li>
<li><span style="color:black">Simulação rápida e acessível de mudanças arquitetônicas e estruturais</span></li>
<li><span style="color:black">Treinamento de segurança e simulações de risco</span></li>
</ul>
<h3><span style="color:black">3. Trabalhar de forma eficaz com as pessoas</span></h3>
<p><span style="color:black">“As habilidades técnicas sempre serão instrumentais, mas cada vez mais devem ser complementadas por capacidades focadas em trabalhar com pessoas e liderar equipes”, escreve Breen. Por essa razão, as habilidades pessoais estão entre as tendências na gestão de construção.</span></p>
<p><span style="color:black">Se as tecnologias emergentes possibilitarão mais eficiência e precisão, os trabalhadores humanos precisarão mudar e desenvolver seus conjuntos de habilidades. O motivo é simples: atributos como criatividade e liderança colaborativa, cada vez mais necessários, não serão assumidos nem mesmo pelas máquinas mais sofisticadas.</span></p>
<p><span style="color:black">Inclusive, o autor comenta que as empresas buscam cada vez mais talentos que agreguem além das habilidades técnicas tradicionais esperadas em <a href="https://glicfas.com.br/5-etapas-para-melhorar-a-abordagem-da-industria-de-engenharia-e-construcao-para-a-gestao-de-riscos/" target="_blank" rel="noopener">projetos de construção</a>. Segundo ele, os talentos em projetos hoje são chamados a assumir mais funções do que nunca e a se acostumar com as expectativas de trabalho multifacetadas. </span></p>
<p><span style="color:black">Empatia pelo cliente e uma mentalidade inovadora, juntamente com a comunicação, são outras habilidades tidas como críticas e essenciais. “É extremamente importante ser capaz de se comunicar bem com todas as partes. Você pode ter todo o conhecimento do mundo, mas se não conseguir transmitir sua mensagem, ela terá um impacto limitado”, ressalta Breen em seu texto.</span></p>
<h2><span style="color:black">Concluindo </span></h2>
<p><span style="color:black">Com tudo o que temos vivenciado, não nos resta dúvidas que o futuro representará alguns bons desafios ao setor. Mas assim como o próprio Benjamin Breen, nós também acreditamos no potencial da indústria da construção para continuar inovando.</span></p>
<p><span style="color:black">Por fim, juntamente com as tendências na gestão de construção, não podemos esquecer da importância da gestão de riscos para identificar e <a href="https://glicfas.com.br/riscos-de-projetos/" target="_blank" rel="noopener">controlar os riscos</a>, <a href="https://glicfas.com.br/dicas-de-transferencia-de-risco-em-perdas-catastroficas-em-construcao/" target="_blank" rel="noopener">minimizar as ameaças</a>, tomar decisões de investimentos e maximizar o potencial de sucesso.</span></p>
<p><span style="color:black">Caso sua empresa precise de uma consultoria em gestão de projetos e gestão de riscos, <a href="https://glicfas.com.br/contato/" target="_blank" rel="noopener">entre em contato conosco</a>. E para saber mais, acesse:</span></p>
<ul>
<li><span style="color:black"><a href="https://glicfas.com.br/consultoria-em-gestao-de-riscos/" target="_blank" rel="noopener">Consultoria em gestão de riscos: como a Glic Fàs pode ajudar sua empresa?</a></span></li>
<li><span style="color:black"><a href="https://glicfas.com.br/escritorio-de-projetos/" target="_blank" rel="noopener">O que a Glic Fàs pode oferecer quando falamos de Escritório de Projetos?</a></span></li>
</ul>
<p><span style="color:black">Este post foi útil? Compartilhe-o com seus colegas. Para mais conteúdo como este, e para ficar por dentro de boas práticas da gestão de negócios, visite o <a href="https://www.glicfas.com.br/glicando/" target="_blank" rel="noopener">Glicando, o blog da Glic Fàs</a>.</span></p>
<p><span style="color:black">Créditos imagem principal: Unsplash por Mark Potterton.</span></p>
<p><span style="color:black">Créditos imagem texto: Unsplash por Scott Blake.</span></p>
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		<item>
		<title>Desmistificando o BIM &#8211; Building Information Modeling</title>
		<link>https://glicfas.com.br/desmistificando-o-bim-building-information-modeling/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Freitas Camargo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Jan 2021 11:00:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BIM]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O BIM tem proporcionado melhorias de coordenação de projeto e construção, garantias de qualidade e economia de custos. Entenda o que é BIM.</p>
<p>O post <a href="https://glicfas.com.br/desmistificando-o-bim-building-information-modeling/">Desmistificando o BIM &#8211; Building Information Modeling</a> apareceu primeiro em <a href="https://glicfas.com.br">Glic Fàs</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O setor industrial já utiliza as ferramentas de desenho com inteligência há algum tempo, porém a engenharia civil e arquitetura tinham ficado para trás e demoraram para entrar neste método de fazer engenharia. Nos últimos anos o BIM – Building Information Modeling &#8211; emergiu como a metodologia para estas disciplinas.</p>
<p>Hoje sabemos que ele tem cada vez mais se tornado um processo crucial para garantir que o planejamento, o projeto e a construção de edifícios sejam colaborativos e eficientes. Mas o que é BIM? Continue lendo e descubra mais sobre a metodologia.</p>
<h2>Entendendo o Building Information Modeling</h2>
<p>Modelagem da Informação da Construção em português, o Building Information Modeling poderia simplesmente ser definido como um processo de colaboração que permite que várias partes interessadas e profissionais de Arquitetura, Engenharia e Construção (AEC) colaborem no planejamento, projeto e construção de um edifício dentro de um modelo 3D.</p>
<p>Devido a essa definição, muitos podem pensar que o BIM nada mais é do que uma modelagem digital, ou um software. Mas o fato é que o significado vai além, pois a metodologia não pode ser resumida a uma modelagem 3D, já que engloba também uma série de outras informações.</p>
<p>Basta analisarmos a sigla para entendermos: a vogal “i” não deve ser subestimada, pois significa que também abrange a operação e gerenciamento de construções usando dados aos quais os proprietários têm acesso. Como explica Francisco Gonçalves Jr (engenheiro eletricista), no artigo “BIM: tudo o que você precisa saber sobre esta metodologia”, o propósito da metodologia é o de “integrar todos os agentes e disciplinas envolvidas no desenvolvimento de um projeto em todas as suas fases, impactando não só a parte de concepção, mas também a execução, implantação, manutenção e gerenciamento de um projeto”.</p>
<p>Portanto, os dados permitem que os proprietários e as partes interessadas tomem decisões com base nas informações pertinentes derivadas do modelo, em todo o ciclo de vida de uma obra. Isso porque esses dados podem ser usados para:</p>
<ul>
<li>Melhorar a precisão;</li>
<li>Reduzir os pedidos de alteração e os problemas de coordenação de campo;</li>
<li>Expressar a intenção do projeto do escritório para o campo;</li>
<li>Acelerar e melhorar a transferência de conhecimento de uma parte interessada para outra; e</li>
<li>Fornecer uma visão sobre as construções existentes para projetos de renovação mais tarde.</li>
</ul>
<p>A fim de ajudar empresas a evoluírem na metodologia, existe uma classificação de “níveis de maturidade”, conforme apresentado a seguir.</p>
<h2>BIM e seus níveis de maturidade</h2>
<p>São eles:</p>
<ul>
<li><strong>Pré-BIM:</strong> aqui não se opera de forma colaborativa. Quem usa CAD 2D e trabalha com desenhos e/ou impressões digitais enquadra-se no nível pré-BIM, ou nível 0.</li>
<li><b>Nível 1 (BIM 3D):</b> as modelagens são baseadas em objetos. Nesta fase há a transição do 2D para o 3D, mas em sua maioria a documentação é formada por desenhos 2D. Muitas empresas estão no nível 1 de BIM, que não envolve muita colaboração, e cada parte interessada publica e gerencia seus próprios dados.</li>
<li><b>Nível 2A (BIM 4D):</b> há integração das informações entre as disciplinas e a colaboração é baseada em modelo. O planejamento e as simulações são por visão de construção.</li>
<li><b>Nível 2B (BIM 5D):</b> há planejamento integrado de custos e engenharia econômica, além da integração de informações (gestão econômica e de contratos). O BIM 5D pode ajudar a prever com precisão os requisitos orçamentários ou de equipamentos, juntamente com as mudanças no escopo, mão de obra e material.</li>
<li><b>Nível 3A (BIM 6D):</b> analisa o consumo de energia de uma construção e fornece estimativas de energia nos estágios iniciais do projeto. Em outras palavras, o BIM 6D garante uma previsão de como gerir os custos para alcançar sustentabilidade e eficiência de custos.</li>
<li><b>Nível 3B (BIM 7D):</b> agrupa tudo que for relacionado ao processo de gerenciamento de instalações em um único lugar dentro do modelo de informações de construção. Isso tem como objetivo melhorar a qualidade da entrega do serviço durante todo o ciclo de vida de um projeto. Além disso, o BIM 7D busca um gerenciamento otimizado de ativos e instalações desde o primeiro dia.</li>
</ul>
<p>Além dos níveis de maturidade, outro termo usual do BIM é o “LOD”.</p>
<h2>O que é LOD?</h2>
<p>LOD significa nível de desenvolvimento do modelo (uma tradução de Level of Development). Foi a AIA (Instituto Americano de Arquitetura) que criou essa classificação a fim de buscar uma padronização da indústria que define vários estágios de desenvolvimento dos projetos de construção em BIM. Os LOD’s são:</p>
<ul>
<li><b>ND 100:</b> o elemento do modelo pode ser representado graficamente no modelo com um símbolo ou outra representação genérica. Qualquer informação derivada de elementos LOD 100 deve ser considerada aproximada.</li>
<li><b>ND 200:</b> o elemento do modelo é representado graficamente no modelo como um sistema, objeto ou montagem genérico com quantidades, tamanho, forma, localização e orientação aproximados. Informações derivadas de elementos LOD 200 devem ser consideradas aproximadas.</li>
<li><b>ND 300:</b> modelagem precisa em termos de quantidade, tamanho, forma, localização e orientação. Neste nível elementos não gráficos podem ser anexados ao elemento do modelo.</li>
<li><b>ND 350:</b> o elemento do modelo é representado graficamente dentro do modelo como um sistema, objeto ou conjunto específico em termos de quantidade, tamanho, forma, localização, orientação e interfaces com outros sistemas de construção. Os elementos não gráficos também podem ser inseridos ao elemento do modelo.</li>
<li><b>ND 400:</b> os elementos do modelo são modelados como montagens específicas, com fabricação completa, montagem e informações detalhadas, além de quantidade, tamanho, forma, localização e orientação precisas. Elementos não geométricos podem ser incorporados a elementos de modelo no LOD 400.</li>
<li><b>ND 500:</b> elementos são modelados como montagens construídas para operações e manutenção. Além de real e preciso em tamanho, forma, localização, quantidade e orientação, elementos não geométricos podem ser incorporados com elementos de modelo no LOD 500.</li>
</ul>
<p>A figura abaixo, extraída do artigo de Francisco Gonçalves Jr, ilustra os níveis de desenvolvimento do modelo.</p>
<p><img decoding="async" alt="" src="https://www.glicfas.com.br/wp-content/uploads/2021/01/oquesaolods.jpeg" style="width: 1067px;height: 600px" /></p>
<p>E agora que você entendeu um pouco mais sobre BIM, a pergunta final é:</p>
<h2>Quais os benefícios do BIM?</h2>
<p>Já em um primeiro momento podemos dizer que uma de suas principais vantagens é melhorar a colaboração da equipe e a eficiência do fluxo de trabalho.</p>
<p>Se pensarmos que arquitetos, engenheiros e construtores precisam visualizar diferentes informações e usar diferentes modelos de projeto; que diferentes modelos devem ser feitos para serem apresentados aos clientes; e que quando qualquer alteração é realizada é necessário garantir que toda a documentação seja atualizada, conseguimos perceber que, graças à colaboração proporcionada pelo BIM, as equipes podem trabalhar sem perder tempo verificando documentações e arquivos.</p>
<p>Com uma troca de informação muito mais intensa, os especialistas tornam-se mais capazes em fornecer informações em todas as áreas de um projeto e as decisões podem ser tomadas de forma coletiva. Isso não apenas faz com que os fluxos de trabalho produzam menos erros e exijam menos supervisão, como também aperfeiçoa os resultados.</p>
<p>Mas, claro, um banco de dados BIM não traz vantagens e melhorias apenas no quesito colaboração. Ele fornece igualmente um armazenamento de dados arquitetônicos e de projeto que podem ser usados para modelagem 3D e simulações de software, para fins de design e estruturais de modo a permitir que novos materiais e conceitos de design sejam implantados.</p>
<p>Em termos de obra, a plataforma BIM contribui para que objetivos importantes sejam alcançados, tais como: melhor controle de prazos, redução de desperdícios, assertividade dos custos, aumento na qualidade e mais eficácia no planejamento,</p>
<p>Da mesma maneira, por ser centralizado, o Building Information Modeling ajuda a reduzir o retrabalho. Isso ocorre pois atualizações ou alterações refletem instantaneamente, levando à uniformidade de informações e trabalho. Consequentemente, reduzindo significativamente os erros de construção.</p>
<p>Por fim, com melhora na qualidade geral, velocidade de trabalho, mais transparência e consistência das informações, os clientes ficam mais satisfeitos.</p>
<h2>Concluindo</h2>
<p>Arquitetos, engenheiros, construtores, modeladores 3D e designers de interiores são beneficiados pelo uso do BIM. Conforme mostramos, ele transforma a colaboração e possibilita uma comunicação muito mais coordenada. Isso faz com que seja possível obter melhorias de produtividade e eficiência.</p>
<p>Por fim, entenda que o BIM não é um software, mas sim um processo para seguir uma estrutura ao longo do seu ciclo de vida.</p>
<p>Este post foi útil? Compartilhe-o com seus colegas. Para mais conteúdo como este, e para ficar por dentro de boas práticas da gestão de negócios, visite o <a href="https://www.glicfas.com.br/glicando/">Glicando, o blog da Glic Fàs</a>.</p>
<p>Créditos imagem principal: Unsplash por Daniel McCullough</p>
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			</item>
		<item>
		<title>O que você conhece de AWP &#8211; Advanced Work Packaging?</title>
		<link>https://glicfas.com.br/awp-advanced-work-packaging/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Freitas Camargo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jan 2021 11:00:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AWP]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão de projetos]]></category>
		<category><![CDATA[Metodologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A metodologia AWP ajuda empresas a reduzir custos e riscos, aumentar a produtividade da mão de obra e melhorar os resultados dos projetos de capital.</p>
<p>O post <a href="https://glicfas.com.br/awp-advanced-work-packaging/">O que você conhece de AWP &#8211; Advanced Work Packaging?</a> apareceu primeiro em <a href="https://glicfas.com.br">Glic Fàs</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os <a href="https://www.glicfas.com.br/complexidade-em-gerenciamento-de-projetos/" target="_blank" rel="noopener">projetos </a>podem até ser diferentes entre si em termos de complexidade e objetivo, mas todos buscam redução de risco e custos, melhor uso de recursos e aumento de previsibilidade. Com cronogramas cada vez mais apertados e aumento das exigências, desenvolver um projeto de capital e colocá-lo em prática de modo que consiga respeitar os itens mencionados requer abordagens mais completas.</p>
<p>É aí que entra uma metodologia conhecida por AWP, sigla para Advanced Work Packaging (ou Pacotes de Trabalho Avançado, em português). Neste artigo explicaremos o que é e por que a metodologia AWP é importante.</p>
<h2>Entendendo a metodologia AWP</h2>
<p>A metodologia AWP alinha as atividades de planejamento e execução em todo o ciclo de vida do projeto para melhorar sua produtividade e previsibilidade. Trata-se de uma estratégia de execução de projeto com o fim em mente, e que abrange não apenas a construção, mas também os estágios iniciais do projeto. Se implementada corretamente, pode ter um impacto profundo nos resultados de um projeto.</p>
<h3>O que você precisa saber sobre AWP</h3>
<p>A implementação da AWP exige uma avaliação de maturidade, a qual deve olhar para todas as áreas da capacidade organizacional e de entrega do projeto, começando muito antes de a metodologia ser adotada.</p>
<p>Feito isso, um dos primeiros entregáveis é o Path of Construction (POC), considerado o esqueleto de toda a execução da metodologia AWP. Também, empresas que decidem adotar a metodologia AWP precisam desenvolver o Construction Work Package (CWP). Em um projeto de AWP bem executado, o desenvolvimento de CWPs começa logo após a fase de engenharia detalhada, quando os primeiros pacotes de trabalho de engenharia &#8211; Engineering Work Packages (EWPs) &#8211; são concluídos.</p>
<p>O EWP normalmente forma a base do CWP e corresponde a um componente fundamental do processo de Advanced Work Packaging. Deve ser composto com a devida consideração e cuidado.</p>
<p>Continuando a entender um pouco mais sobre a AWP, ela inclui o WorkFace Planning (WFP) que, em projetos de capital de construção, é a metodologia de planejamento da execução em torno da criação de pacotes de trabalho, com todos os recursos que podem ser executados por uma única equipe de construção &#8211; normalmente de 5 a 10 dias ou cerca de 1.000 horas.</p>
<p>Importante saber que enquanto os proprietários de projeto podem aplicar a metodologia AWP em todo o ciclo do projeto, a WFP é aplicável para programação e controle de construção e comissionamento a partir do IWP (Installation Work Packages, ou pacotes de trabalho de instalação).</p>
<p>O IWP é o menor tipo de pacote de trabalho em um projeto AWP. Contém um escopo de trabalho que permite que uma equipe opere de forma independente por um determinado período de tempo.</p>
<p>Voltando ao WorkFace Planning, refere-se ao ponto em que o plano de execução do projeto evolui para tarefas executáveis. A função de WorkFace Planner é crítica para a AWP e normalmente executada por um engenheiro civil, estrutural ou mecânico com experiência de campo. Os Workface Planners visam garantir que as equipes tenham todos os materiais, equipamentos e informações de que precisam para executar o IWP.</p>
<h2>Benefícios da implementação da AWP</h2>
<p><img decoding="async" alt="metodologia AWP" src="https://www.glicfas.com.br/wp-content/uploads/2021/01/metodologiaAWP.jpeg" style="width: 600px;height: 400px" /></p>
<p>Uma das vantagens da AWP é melhorar o gerenciamento de projetos, uma vez que o passo a passo da obra é detalhado com cronograma e expectativa claras, garantindo um gerenciamento aprimorado que considera as mudanças no design no início e permite uma melhor tomada de decisão entre as partes interessadas do projeto.</p>
<p>Como os stakeholders são alinhados antecipadamente graças a um escopo definido no início do projeto, os pacotes são mais detalhados e, por consequência, menos pedidos de alteração são solicitados. Outro benefício está no aumento de segurança no canteiro de obras, pois o que torna o ambiente inseguro é a imprevisibilidade da construção. Com os Pacotes de Trabalho Avançado as informações certas são levadas às pessoas certas. Dessa maneira, o trabalho é mais bem planejado e os incidentes de segurança diminuem.</p>
<p>Além disso, ao estabelecer o planejamento de front-end em todo o ciclo de vida do projeto, os custos e o cronograma são previstos com mais exatidão. Como você deve imaginar, um cronograma claro leva a uma maior responsabilidade e transparência entre as equipes, o que diminui o retrabalho, torna locais de trabalho mais seguros e faz com que resultados sejam mais previsíveis.</p>
<p>É inegável também o fato de que os projetos AWP criam mais organização e visibilidade na documentação do projeto.</p>
<h2>Como implementar a AWP?</h2>
<p>Uma das maneiras de adotar a metodologia é por meio das camadas de implementação. Essa abordagem é adotada pela <a href="https://tconglobal.com/">Concord Project Technologies</a> que considera seis camadas (<a href="https://tconglobal.com/introduction-to-implementation-layers/" target="_blank" rel="noopener">fonte</a>):</p>
<ul>
<li><strong>Camada 1:</strong> a organização se concentra na criação de processos orientados à construção para as fases de planejamento do projeto. Isso inclui fases, planos e cronogramas direcionados à construção e/ou o contratante do FEED.</li>
<li><strong>Camada 2:</strong> a equipe de engenharia modifica seu fluxo de trabalho para que os pacotes de trabalho de engenharia (EWP) sejam definidos e executados para apoiar a sequência de construção. A mudança aqui deve ser liderada pelos grupos de engenharia.</li>
<li><strong>Camada 3:</strong> é também conhecida como Workface Planning. Em raros casos a Camada 3 pode ser um processo independente para subcontratados e equipes de gerenciamento de construção.</li>
<li><strong>Camada 4: </strong>como a implementação da AWP impacta a todos em uma organização é imperativo que os líderes estabeleçam uma estrutura e sistemas que apoiem a colaboração de disciplinas. Infelizmente, a Camada 4 costuma ser subestimada.</li>
<li><strong>Camada 5: </strong>integra o gerenciamento de informações. Diz respeito ao trabalho necessário para padronizar a coleta de dados e agilizar o compartilhamento de informações entre as partes interessadas do projeto. Além de melhorar a colaboração das partes interessadas, quebrando os silos de informações, tem como objetivo facilitar o acesso a informações precisas e atualizadas.</li>
<li><strong>Camada 6: </strong>é a gestão da transformação. Segundo a Concord Project Technologies, a sexta etapa é a mais ignorada pelas organizações de projetos de capital, embora seja e a camada que quase sempre oferece a verdadeira diferenciação de mercado.</li>
</ul>
<h2>Para saber mais</h2>
<p>Remover as restrições do canteiro de obras &#8211; garantindo que as pessoas tenham o equipamento, os materiais e as instruções para concluir seu trabalho &#8211; reduz o tempo ocioso, aumenta a produtividade da mão de obra e melhora os resultados do projeto. Por essas razões, a AWP é atualmente considerada a melhor prática no campo de construção de capital.</p>
<p>A metodologia pode ser aplicada em projetos de capital de todos os tamanhos, e não apenas nos maiores e mais complexos. Caso queira entender com mais detalhes sobre o assunto, deixe um comentário ou <a href="https://www.glicfas.com.br/contato/" target="_blank" rel="noopener">entre em contato conosco</a>.</p>
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<p>Créditos imagem principal: Pixabay por bridgesward</p>
<p>Créditos imagem texto: Unsplash por Scott Blake.</p>
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