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Tecnologias criam caminhos disruptivos para o mercado financeiro

Disrupção. O termo foi cunhado por Clayton Christensen, professor da Harvard, para referir-se a um produto ou serviço subestimado que torna-se tão popular que substitui – ou até elimina – um produto ou serviço convencional. O Netflix e outros serviços de streaming, por exemplo, praticamente mataram as locadoras físicas de vídeo e estão sendo uns dos responsáveis pelas assinaturas de TV a cabo caírem.

Outro exemplo de disrupção, à medida que foi crescendo em popularidade o Airbnb aumentou também a qualidade da oferta, passando a atender às necessidades de clientes que teriam condições para hospedarem-se em um bom hotel. Com isso, começou a estar disponível para pessoas de diferentes poderes aquisitivos.

Quando falamos no mercado financeiro, também temos exemplos de caminhos disruptivos. Você pega um Uber e não precisa ter dinheiro ou cartão de crédito para fazer o pagamento, pois o mesmo é feito por meio do aplicativo. Você pede uma pizza, também por um aplicativo, e não precisa pagar em dinheiro, tampouco precisa apresentar seu cartão de crédito para o entregador. O pagamento, assim como no caso do Uber, já foi realizado pelo app.

A pergunta que não quer calar é Quais novas tendências irão mudar os serviços financeiros? Se você tem interesse em conhecer algumas delas, siga na leitura deste artigo e veja como a tecnlogia está movimentando o mercado finaceiro.

Disrupção no mercado financeiro: acesso aos empréstimos

O primeiro ponto que abordaremos trata-se do acesso democratizado às finanças, por meio de empréstimos descentralizados. O assunto é abordado no artigo 3 Big Ways Tech Is Disrupting Global Finance, por Peter H. Diamandis.

Em um modelo tradicional, pessoas investem em instituições financeiras. Estas, por sua vez, emprestam o dinheiro para quem precisa. Um fenômeno que cresce lá fora, o Peer-to-Peer lending, ganha força também no Brasil e quebra essa dependência das instituições financeiras ao necessitarmos de um empréstimo.

Também conhecido como P2P, o Peer-to-Peer lending é um método de financiamento que permite que dinheiro seja emprestado sem o uso de uma instituição financeira oficial como intermediária. A transação é feita em uma plataforma (plataforma P2P) que conecta os mutuários a investidores com taxas de juros atraentes. Para os credores, os empréstimos possibilitam a obtenção de um retorno maior sobre seu investimento, enquanto que os mutuários passam a ter acesso a financiamentos que poderiam não ter sido aprovados por meios padrões.

Empresas de P2P lending são enxutas e o acesso a elas é realizado 100% online. Justamente por terem custos menores de manutenção do que agências bancárias, os investidores são melhores remunerados e os juros cobrados pelos empréstimos são mais baixos. Ou seja, ganha quem investe e ganha também quem empresta.

Peer-to-Peer lending é uma ótima opção inclusive para as organizações que não conseguem satisfazer os requisitos para obtenção de empréstimos bancários. No Brasil, empresas de P2P lending que estão movimentando o mercado financeiro são:

Disrupção no mercado financeiro: prevenção contra fraudes

No mesmo artigo (3 Big Ways Tech Is Disrupting Global Finance) o autor aborda a aplicabilidade da Inteligência Artificial no mercado financeiro. Ele comenta que a tecnologia já tem ajudado instituições financeiras a proteger seu dinheiro e combater fraudes. Por meio de Machine Learning, um agente de Inteligência Artificial consegue detectar transações e sinalizar aquelas potencialmente fraudulentas.

Disrupção no mercado financeiro: blockchain

Em um relatório da Deloitte, publicado em 2016, foi abordado o ecossistema de pagamentos, o qual será influenciado pelo blockchain. Conforme explicado pela Wikipédia, “o Blockchain é um tipo de Base de Dados Distribuída que guarda um registro de transações permanente e à prova de violação”.

Para você entender como funciona, no blockchain as transações são registradas em blocos. Cada vez que um bloco é concluído um novo é gerado, formando uma cadeia de blocos (o que originou o nome, blockchain). Cada bloco desses contém referência ao anterior. A beleza por trás da tecnologia é que uma vez processado, um bloco não pode ser alterado. Além disso, novos registros só são realizados após um processo de validação, garantindo que não ocorram fraudes durante o processo.

O blockchain, por ser uma tecnologia que elimina práticas fraudulentas (assim como a Inteligência Artificial, citada logo acima), acaba tendo tudo a ver com as práticas da Governança Corporativa, que, dentre outras coisas, visa eliminar fraudes e garantir a transparência dos processos (caso queira saber mais sobre GC, sugerimos a leitura do artigo Por que você precisa conhecer sobre Governança Corporativa?).

Para encerrar: como garantir a disrupção no mercado financeiro de modo seguro?

“Transformações extraordinárias estão acontecendo no mundo das finanças”, escreve Peter H. Diamandis no artigo citado. A maneira como manuseamos o dinheiro e realizamos pagamentos já está mudando. 

Ao pegar um Uber, nem precisamos apresentar o cartão de crédito. Existem restaurantes cujo pagamento do pedido também é feito por aplicativo, igualmente eliminando a necessidade de passar no caixa. Em países como Estados Unidos, a disrupção pode ser ainda mais sentida.

A Amazon criou lojas automatizadas nas cidades americanas de Seattle, São Francisco e Chicago (chamadas de Amazon Go). Essas lojas possuem várias câmeras no teto e as prateleiras têm sensores de peso que detectam quais itens um cliente levou. Toda vez que um cliente retira um item da prateleira, esse mesmo item é adicionado ao carrinho virtual, o qual é acessado por meio de um aplicativo baixado pelo cliente. Quando o produto é colocado de volta no local, ele é também retirado do carrinho virtual. O pagamento é feito pelo app da Amazon, eliminando a necessidade de passar no caixa.

Aqui no Brasil ainda não temos algo parecido, mas é importante entendermos que a disrupção tem afetado cada vez mais indústrias. Como empreendedores, precisamos estar preparados para essas mudanças. Novas formas de pagamento e novas maneiras de realizarmos compras estão surgindo. Ficar para trás significa perdermos espaços para a concorrência.

Esperamos que este artigo tenha sido útil a você. Em caso afirmativo, fique à vontade para compartilhá-lo com seus colegas. E para ficar por dentro de nossos outros materiais, acesse o Glicando, o blog da Glic Fàs.

Créditos imagem: Pixabay por Gerd Altmann

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Patricia C. Cucchiarato Sibinelli
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