5 principais riscos corporativos na visão de executivos

Existe uma frase que diz algo mais ou menos assim: “ao invés de nos focarmos apenas no destino, devemos aproveitar a jornada”, pois “a viagem é mais importante que o destino”. Pensando na frase – e entrando no contexto da gestão de riscos – poderíamos dizer que não basta apenas entendermos quais riscos corporativos podem nos trazer problemas. A diferença está na abordagem que tomamos com relação a eles.

Sabemos, por exemplo, que existem riscos completamente imprevisíveis (os chamados cisnes negros). Isso não significa que diante deles não haja o que fazer. Pelo contrário, pois como mostra a frase no primeiro parágrafo, tudo depende da abordagem em relação à ameaça/oportunidade. Mas para que se possa pensar em uma abordagem é essencial que a empresa adote a gestão de riscos.

Explicando: sem um gerenciamento baseado em fundamentos e boas práticas, como ter planos de ação, medidas de prevenção e vias de defesa planejadas para os mais diferentes cenários? Essa é a importância da gestão de riscos, sem a qual os riscos podem inclusive resultar no fim de uma empresa.

E quais seriam os riscos corporativos que mais preocupam os executivos? Saber deles é um passo para trabalhar na abordagem, ou seja, na resposta que será dada a eles. Confira a seguir.

Riscos corporativos que tiram o sono dos executivos

Vale ressaltar que quando tratamos de riscos corporativos não podemos ter uma estratégia “copia e cola”. Em outros termos, mesmo que estejamos lidando com duas empresas concorrentes atuando no mesmo setor, cada uma terá uma abordagem com relação aos riscos. Isso porque nenhum negócio é exatamente igual ao outro.

No entanto, é possível fazermos um apanhado geral, olharmos para todas as empresas e analisarmos os riscos corporativos mais citados por elas. Para este artigo, nos baseamos na publicação “Risk in Focus 2021 – Hot topics for internal auditors” do Chartered Institute of Internal Auditors.

A Risk in Focus procura destacar as principais áreas de risco identificadas pelos Chief Audit Executives (CAEs). O objetivo é ajudar a profissão de auditoria interna a preparar seu trabalho independente de avaliação de risco, planejamento anual e escopo de auditoria.

Segundo a pesquisa conduzida por eles, os principais riscos mencionados foram:

Cinco principais riscos que organizações enfrentam
Risk in Focus 2021 – Hot topics for internal auditors

Traduzindo, temos:

1. Cibersegurança e segurança de dados

2. Mudança regulatória e conformidade

3. Digitalização, novas tecnologias e IA

4. Riscos financeiros, de capital e de liquidez

5. Capital humano e gestão de talentos

Note que o gráfico apresenta uma comparação entre 2020 e 2021. Observando-o e analisando os cinco primeiros riscos corporativos, vemos que com exceção do terceiro (Digitalização, novas tecnologias e IA), a preocupação com os demais riscos se manteve igual ou maior em 2021.

Também conforme a imagem nos mostra, o sexto risco – Desastres e resposta a crises – não havia sido citado em 2020. O mais provável é que a crise iniciada naquele ano fez com que as organizações se dessem conta da importância de realizar exercícios de lições aprendidas e atualizar seus protocolos de continuidade de crise.

Sobre os principais riscos corporativos de 2021

Conforme os riscos corporativos citados na pesquisa, temos os seguintes:

Cibersegurança e segurança de dados

Ataques cibernéticos, ou violações de dados são dois exemplos cada vez mais frequentes de risco de cibersegurança. Conhecido também por risco cibernético, está relacionado à exposição potencial a perdas ou danos decorrentes dos sistemas de informação ou comunicação de uma organização.

De acordo com o que tratamos neste outro artigo, esse tipo de incidente de segurança pode impactar nos custos monetários reais, incluindo perda financeira devido a interrupções operacionais e multas regulatórias. Podem, do mesmo modo, ter custos intangíveis, como perda de produtividade, de confiança do cliente, de reputação ou uma mudança na liderança.

Mudança regulatória e conformidade

Segundo da lista dos riscos corporativos que mais preocupam os executivos, o fato de lidar com mudanças regulatória e de conformidade fazem com que organizações sejam desafiadas a cumprir as leis e regulamentos ao mesmo tempo que aumentam o valor para os acionistas e protegem sua marca.

Juntamente com a proliferação global de diversos requisitos regulatórios, empresas de diversos setores precisam lidar com as expectativas das partes interessadas e mudanças no modelo de negócios.

Digitalização, novas tecnologias e IA

Segundo o relatório publicado pelo Chartered Institute of Internal Auditors, espera-se que tanto os riscos corporativos de digitalização, novas tecnologias e IA quanto de mudanças climáticas e sustentabilidade ambiental aumentem significativamente em prioridade no futuro próximo.

O texto explica que tecnologia e inovação estão intrinsecamente ligadas à sustentabilidade. Como exemplo, “a aplicação de hardware e software avançados ajudará a mitigar os impactos das mudanças climáticas e melhorar a sustentabilidade”.

E não encerra aí. O mesmo relatório sugere que as empresas precisarão inovar seus produtos principais e aproveitar tecnologias novas e emergentes, bem como análises de big data para revelar lacunas de eficiência operacional.

Riscos financeiros, de capital e de liquidez

Na pesquisa do Chartered Institute of Internal Auditors os riscos financeiros, de capital e de liquidez aumentaram 40% em relação aos 30% um ano antes. Para os pesquisadores, o resultado é reflexo do surto do coronavírus, que fez o risco de liquidez de curto prazo disparar para a maioria das empresas.

Como vivemos ainda em meio a muitas indefinições políticas, econômicas e sanitárias, dos riscos corporativos mais citados pelos executivos pesquisados, este poderá aumentar nos próximos anos.

Capital humano e gestão de talentos

O risco de capital humano e gestão de talentos continua a representar desafios significativos para as organizações. São vários os fatores que fazem com que este seja um dos riscos corporativos mais mencionados na pesquisa.

Um deles diz respeito à busca de talentos que se tornará mais complicada pela necessidade de manter ambientes de trabalho seguros e garantir a saúde da equipe. Outro é relacionado ao fato de que muitas empresas estão decidindo sobre o modelo de trabalho a adotar: remoto, híbrido ou no local.

Para a gestão de talentos, conseguir reter o capital humano, ou até mesmo encontrar profissionais capacitados envolve também o desafio de fornecer o modelo de trabalho adequado. Muitas organizações já começaram a sentir um choque entre sua cultura corporativa e as mudanças que o próprio mercado impôs.

Com o fim de barreiras físicas proporcionado pelas ferramentas digitais, mais e mais negócios começaram a apostar no trabalho remoto e na contratação sob demanda. Profissionais qualificados passaram, assim, a ter mais oportunidades de trabalho, enquanto empresas se veem obrigadas a oferecer mais diferenciais aos seus colaboradores.

Agora é com você!

Dos riscos corporativos abordados pelos executivos entrevistados para a pesquisa do Chartered Institute of Internal Auditors, quais você diria que preocupa mais sua organização? Quais são os seus desafios em gerenciar esse risco?

E para lidar com os riscos, sugerimos um ebook gratuito que poderá ajudar:

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Créditos imagem principal: Unsplash por Adeolu Eletu.

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