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Como um gestor protagonista muda os rumos de um negócio?

Em 1985, o psicólogo Philip Zimbardo, em seu livro intitulado “A Psicologia e a Vida”, escreveu sobre uma crença de que os resultados de nossas ações são ou consequências do que fazemos ou de eventos externos. O termo que explica isso surgiu algumas décadas antes, mais precisamente em 1954, pelo psicólogo Julian Rotter: Locus de controle.

De acordo com o conceito, uma pessoa com locus externo culpa o que vem de fora pelo que acontece em sua vida, carreira e empresa. Já os indivíduos que tomam as rédeas dos acontecimentos e resultados de suas vidas, carreiras e empresas possuem o chamado locus interno.

Locus interno é uma característica marcante de gestores de negócio que assumem o papel de protagonistas e agentes das mudanças na gestão de suas organizações. Por protagonismo entendemos que seja uma característica de quem expressa iniciativa e se responsabiliza por suas próprias atitudes. Sendo assim, um gestor protagonista analisa a empresa e entende que resultados abaixo do esperado não são meras consequências de situações externas (economia, política, mercado etc).

Temos observado muitas organizações estagnadas – ou com perspectivas futuras limitadas – justamente porque gestores estão com o locus externo atuante, ou seja, culpando o ambiente externo por algo que eles deveriam assumir para si. Entendemos que crises políticas e econômicas exercem influência em qualquer negócio, claro. No entanto, algumas das perguntas que propomos aos gestores é:

• O que você pode fazer para agir dentro do quadro atual (foco no presente)?
• Que mudanças serão necessárias para atender a uma demanda que surge com o novo cenário?
• Como cada ação tomada hoje irá interferir no futuro da empresa(pensamento estratégico)?

Gestores protagonistas são abertos e curiosos, sendo assim, é fundamental que empresas sejam ambientes que estimulem a diversidade de ideias, para que as mesmas, ao chocarem-se, resultem em soluções e novas estratégias.

Para que isso seja possível e o gestor assuma seu papel de protagonista, ele precisa apoiar-se em cinco pilares:

1. Presença: é estar no presente e analisar a situação como ela se encontra hoje, sem julgamentos.

2. Autonomia: ao invés de esperar o mercado mudar, ir atrás da mudança. Gestores protagonistas são proativos e sabem que ficar aguardando novos ventos soprarem atrasará a embarcação. Por isso, assumem o leme e navegam com autonomia e confiança.

3. Significado: gestores de negócio que se assumem como agentes de mudança agem com propósito, visando a algo sempre além e maior.

4. Empatia: um ponto essencial aqui, pois protagonistas são autoconfiantes o suficiente para entenderem que sem o outro, não irão para frente. Entendem que é a combinação de habilidades e conhecimentos que construirá o futuro, portanto, gestores protagonistas constroem laços perenes.

5. Audácia: sair da zona de conforto, correr riscos, superar obstáculos e crescer profissionalmente. O protagonismo na gestão tem a ver com o entendimento de que sua formação não está completa e de que cada desafio é uma oportunidade para aprender e evoluir.

Com isso, quando você pensar na gestão de sua empresa, seja a pessoa com a capacidade de mudar, sendo aberto, curioso e maduro especialmente para tomar decisões que privilegiem o todo.

Gestores protagonistas são guiados por uma consciência plena de que cada ação tomada no presente deve ir ao encontro do que a organização espera para o futuro. Tudo isso, claro, entendendo que fatores externos influenciam, mas que a capacidade de mudar e agir parte do ambiente interno.

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