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Indústria 4.0. Por que não falamos também de SERVIÇOS 4.0?

O setor industrial tem passado por grandes transformações nas últimas décadas. Um exemplo disso é que hoje indústrias conseguem ter uma integração de informações que nasce no chão de fábrica e dirige-se até os consumidores. Nesse ciclo, preza-se por processos que atendam aos padrões de sustentabilidade. Busca-se, também, por redução custos e aumento de eficiência e de produtividade. De forma resumida, isso tem a ver com a chamada Indústria 4.0.

É bem provável que você já tenha lido a respeito, ou tenha ouvido falar sobre ela. Neste artigo, explicaremos o que é Indústria 4.0 e abordaremos também algo que tem a ver com essa revolução, mas que atinge a maneira como provemos e recebemos serviços. Trata-se do termo Serviços 4.0. Para saber mais, invista alguns minutos no texto que preparamos para você.

O que é Indústria 4.0?

Originário em 2011, na Alemanha, por um grupo de representantes de diferentes áreas (como negócios, política e academia), o conceito de Indústria 4.0 combina os avanços da tecnologia da informação e da comunicação. É conhecida também como Quarta Revolução Industrial e tem a ver com fábricas inteligentes e versáteis apoiadas na computação, automação e conectividade.

Na Indústria 4.0, graças aos sistemas cyber-físicos e a versão industrial da Internet das Coisas (essa versão é conhecida por Industrial Internet of Things, ou IIoT), os processos de produção tornam-se cada vez mais autônomos, eficientes e customizáveis. As chamadas fábricas inteligentes conectam máquinas à Internet e, com isso, equipamentos localizados em uma planta conseguem comunicar-se com outros localizados em um país diferente. Em outras palavras, com a Indústria 4.0 temos cadeias de produção integradas.

Para entender como a Indústria 4.0 se tornou um termo amplamente difundido, é preciso ter conhecimento sobre o que a antecedeu (informações retiradas do site https://www.cleverism.com/industry-4-0/):

  • Primeira Revolução Industrial: ocorreu entre 1760-1840. É caracterizada pela introdução das máquinas na produção (máquinas a vapor). Foi nessa primeira revolução que o termo “fábrica” tornou-se mais popular. A indústria têxtil foi uma das que mais se beneficiou com as mudanças.
  • Segunda Revolução Industrial: data entre 1870 e 1914 e introduziu a linha de produção seriada.
  • Terceira Revolução Industrial: é a mais familiar para nós, sendo inclusive muitas vezes definida como Revolução Digital ou Era da Informação. Tem a ver com as indústrias que se apoiam nas tecnologias digitais em produção. Foi na terceira revolução que vimos surgir a mudança de sistemas analógicos e mecânicos para os digitais. Outros pontos a se destacar: popularização do computador, ampliação das aplicações de robótica, difusão das comunicações via satélite e internet.

Nesse contexto, temos a Quarta Revolução Industrial, caracterizada pela introdução de tecnologias de produção em massa personalizadas e flexíveis. Máquinas operam de forma independente, sendo capazes de coletar dados, analisá-los e tomar ações mais precisas por conta própria (ou facilitando e agilizando a tomada de decisão pelos seres humanos, diminuindo inclusive os riscos do negócio).

Como você pode ver, o conceito é bastante técnico e em um primeiro momento voltado ao setor de manufatura. A verdade é que a Quarta Revolução Industrial afeta também outros segmentos como construção civil, saúde, meio ambiente etc.

Até aqui mostramos uma visão das mudanças nas fábricas, mas é importante destacarmos que as inovações devem ser benéficas tanto para quem produz, quanto para quem compra. Por isso chamamos a atenção para o termo Serviços 4.0.

Entendendo o conceito de Serviços 4.0

Clientes cada vez mais exigentes, que querem ser atendidos com rapidez e eficiência, e que buscam por interações em vários canais. Na quarta revolução industrial, vimos surgir também a era Serviços 4.0, a qual pode ser caracterizada como uma nova abordagem que ajudará as empresas a atender às demandas dos clientes. Em suma: é a transformação da forma como os serviços são oferecidos e entregues.

Se você fizer uma pesquisa no Google, verá que pouco ainda se fala ou se explica sobre Serviços 4.0 (em comparação com a Indústria 4.0). Na Wikipédia, temos que (tradução literal):

“Serviços 4.0 é um termo para tecnologias e conceitos de organizações de funções de serviço e suporte, com base em novos conceitos tecnológicos disruptivos (big data, mobilidade), a Internet das Coisas e a Internet de Serviços. É um conceito semelhante ao da indústria 4.0, aplicado à cadeia de valor. Os proponentes do Serviço 4.0 afirmam que é uma grande oportunidade para as empresas de serviços dar um salto em termos de eficiência e eficácia, e uma oportunidade para os usuários do serviço descobrirem e se beneficiarem de novos recursos, impossíveis de serem entregues antes dessa disrupção.”

Analisando a explicação trazida pela Wikipédia, observe que ela destaca “oportunidade para as empresas de serviços dar um salto em termos de eficiência e eficácia, e uma oportunidade para os usuários do serviço descobrirem e se beneficiarem de novos recursos”. Desse modo, entendemos duas coisas. A primeira é que Serviços 4.0 é centrado no ser humano. Isso significa que provedores passam a oferecer serviços de uma forma que estejam aptos a atender às necessidades de seus clientes.

O segundo ponto por nós destacado é a importância de observarmos que Serviços 4.0 não se trata apenas sobre os clientes, mas é também centrada nos funcionários. Explicando: justamente graças ao ecossistema formado pela Indústria 4.0, o qual permite que as máquinas aumentem o desempenho dos trabalhadores automatizando tarefas repetitivas, os funcionários passam a se concentrar em aspectos como inovação, criatividade, inteligência emocional e pensamento crítico e analítico. Desse modo, colaboradores passam a sentir-se motivados a:

  • Adotar novas habilidades;
  • Trabalhar com tecnologias emergentes de forma integrada e
  • Concentrar-se em gerar mais valor.

E como chegar na era Serviços 4.0? Utilizando os avanços da tecnologia, trazidos pela Indústria 4.0. Por exemplo, dados e informações sobre os clientes coletados (Big Data e Analytics) conseguem encontrar padrões na maneira em que o cliente usa o produto. A partir daí as empresas podem descobrir melhorias a serem realizadas em seus produtos/serviços. Além disso, organizações podem desenvolver produtos ou serviços novos e diferentes a fim de satisfazer as reais necessidades de seus clientes.

Concluindo

Muito tem se discutido sobre a Indústria 4.0 e todas as mudanças que ela traz especialmente para o setor de manufatura. Neste artigo não nos aprofundamos em termos como IoT, Big Data e Machine Learning (para citar alguns). Nosso objetivo foi o de trazer a disrupção para discussão. Muito mais do que estarmos cientes, temos que nos preparar para as mudanças que estão acontecendo. Em alguns setores, em especial aqueles que operam com máquinas e equipamentos, a mudança pode até ser mais visível, mas isso não significa que outros segmentos não sejam afetados.

Com tecnologias como Analytics e Big Data empresas conseguem melhor entender padrões de compras e necessidades de seus clientes, e isso é algo importante para todos nós, como líderes de negócios.

Esperamos que este artigo tenha sido útil a você. Em caso afirmativo, fique à vontade para compartilhá-lo com seus colegas. E para ficar por dentro de nossos outros materiais, acesse o Glicando, o blog da Glic Fàs.

Créditos imagem: Pixabay por Gerd Altmann

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Patricia C. Cucchiarato Sibinelli
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